Janja vai ao STF contra o retorno das bets

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Primeira-dama participa de audiência pública no STF e defende proibição das bets para proteger famílias brasileiras
A primeira-dama Janja da Silva marcou presença na audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) convocada para debater os efeitos da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil. A sessão desta terça-feira (3), convocada pelo Ministro Luiz Fux, gerou polêmica ao inicialmente aceitar ouvir apenas representantes favoráveis às casas de apostas, como clubes de futebol, associações do setor de jogos e empresas de comunicação. Em declaração exclusiva, Janja se posicionou de forma contundente sobre a audiência: "A presença da sociedade civil nessa audiência pública era de extrema importância. Não ter aberto espaço para que as pessoas mais impactadas pelos efeitos das Bets pudessem contribuir para o debate é uma perda para a sociedade como um todo. Não podemos deixar que as bets voltem a operar e coloquem em risco o sustento, a saúde e a segurança das famílias."
A primeira-dama levou consigo duas mulheres para acompanhá-la no evento. A primeira foi Paula Lavigne, liderança no campo da cultura e fundadora do 342 Artes, organização que tem mobilizado artistas e influenciadores para dar visibilidade às consequências das apostas online no Brasil. A segunda foi Mariana Ribeiro, cofundadora do Instituto CLARICE, responsável por publicar, em agosto, a pesquisa "Mulheres & Bets", considerada a primeira investigação a analisar o impacto das apostas online nas mulheres e famílias brasileiras. Janja tem sido uma das vozes mais ativas no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na defesa da proibição às bets. Ela também defende que organizações da sociedade civil sejam escutadas pelo STF, que abriu espaço para esse setor apenas em 2024, no que diz respeito ao impacto social das apostas online.
No domingo (1º), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministro Fux autorizou a participação dos Ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, além da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na semana passada, a Abras havia divulgado dados que indicam aumento significativo no consumo de alimentos desde a entrada em vigor da MP nº 1.394/2026. O Ministro do STF também vem sendo pressionado pela sociedade civil e pelo movimento digital Bets Nunca Mais, que já acumula quase um milhão de assinaturas em defesa da manutenção da proibição às casas de apostas online no país.



