Flávio Bolsonaro aparece em foto com 'Sicário', capanga de Daniel Vorcaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" • Reprodução/ICL Notícias
Senador afirma que tira foto com todo mundo após imagem com capanga de Daniel Vorcaro ser publicada
O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou conhecer Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, após o site "ICL Notícias" publicar, nesta quarta-feira (15/7), uma fotografia em que os dois aparecem juntos.
A imagem teria sido registrada em um hotel na zona Sul do Rio de Janeiro, em 2022. Sicário era o capanga do banqueiro Daniel Vorcaro e morreu no dia 6 de março, após se enforcar na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte.
A publicação da foto gerou repercussão e levou a equipe do senador a se pronunciar sobre o caso. A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador desconhece a identidade das pessoas que pedem fotos com ele e negou qualquer relação próxima entre o pré-candidato e Sicário.
"Impossível o senador saber quem é cada uma das pessoas que dele se aproxima. É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória", disse a equipe em nota.
O próprio Flávio Bolsonaro também se manifestou por meio de um vídeo.
"Eu não sei se é verdade. Se for verdade, certamente é mais uma das várias que eu tiro todos os dias, porque, graças a Deus, por onde eu ando, todo mundo pede para tirar foto, tem um carinho enorme pela gente", afirmou o senador.
Ao comentar o episódio, Flávio Bolsonaro ainda fez uma comparação com o presidente Lula.
"Eu não tenho como saber quem é aquela pessoa que me pede para estar tirando foto comigo, né? Diferente do Lula, que quando recebe dentro do Palácio do Planalto a Deolane, que é acusada de lavar dinheiro para o PCC", acrescentou.
O caso ocorre em meio a outras questões que envolvem o senador, como o recurso da defesa de Flávio contra a proibição de visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e a expectativa do ministro Alexandre de Moraes por explicações sobre uma carta.