Fachin pede parecer da PGR sobre soltura de Vorcaro

Foto: STF/Reprodução
Fachin solicitou à PGR que se manifeste sobre os pedidos de liberdade de Daniel Vorcaro, preso desde março na Papudinha, em Brasília
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (5/11) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos de liberdade de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Preso desde março na Papudinha, em Brasília, o banqueiro aguarda desde 18 de setembro uma decisão sobre a possibilidade de deixar a prisão. A defesa de Vorcaro tem reclamado da demora na análise dos requerimentos. Na terça-feira (3/11), os advogados procuraram o STF para cobrar uma resposta. Segundo o advogado Sérgio Leonardo, responsável pela defesa de Vorcaro desde a deflagração da operação "Compliance Zero", a expectativa é de que o ex-banqueiro "pode ser solto até a próxima semana".
A movimentação ocorre em meio a uma disputa sobre a condução dos procedimentos relacionados ao caso Master no Supremo. Embora André Mendonça seja o relator da investigação, Fachin determinou, em setembro, a transferência de procedimentos para a Presidência da Corte. Desde então, o presidente do STF passou a analisar os pedidos encaminhados ao seu gabinete.
Nesta quinta-feira, Fachin também analisou pedidos de investigados que já contavam com manifestação da PGR. O ministro manteve a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, por entender que a liberdade dele ainda representa risco às investigações. O advogado Leonardo Palhares, suspeito de participar da elaboração de um contrato usado para disfarçar pagamentos ao ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, Belline Santana, também teve o pedido negado. Ele continuará submetido ao monitoramento por tornozeleira eletrônica. Na semana passada, a Polícia Federal (PF) indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Na quarta-feira (4/11), Fachin concedeu prazo de 15 dias para que a PGR se manifeste sobre o relatório da investigação.



