
Foto: Renato Menezes/Ascom AGU
O advogado-geral da União Jorge Messias se reuniu com o senador Carlos Portinho (PL-RJ) nesta quarta-feira (15) e, ao falar com jornalistas no Senado Federal, evitou antecipar posicionamentos específicos sobre sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Messias caracterizou a sabatina como "um processo em andamento", sinalizando uma estratégia de baixa exposição antes do questionamento oficial pelos senadores.
"Olha, eu acho que esse processo é um processo que está em andamento, a gente coloca a nossa visão, a nossa disposição, nosso propósito, com verdade, com boa fé, com coração, e as pessoas vão conhecendo o nosso currículo, o nosso pensamento", declarou Messias aos jornalistas após o encontro.
A postura adotada pelo advogado-geral da União demonstra uma abordagem cautelosa diante da sabatina que se aproxima. Ao utilizar termos genéricos e evitar entrar em temas potencialmente controversos, Messias parece buscar minimizar possíveis desgastes antecipados que poderiam comprometer sua aprovação no processo de indicação ao STF.
O encontro com Carlos Portinho, líder do PL no Senado, faz parte de uma série de reuniões que Messias tem realizado com parlamentares. Essa agenda é considerada fundamental para avaliar o cenário político em torno de sua indicação e construir apoios necessários para aprovação de seu nome.
A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para o dia 28 de abril, data que foi antecipada recentemente. Nesta ocasião, espera-se que Messias enfrente questionamentos detalhados sobre sua trajetória profissional, além de ser indagado sobre posicionamentos técnicos e políticos relacionados às funções de ministro do Supremo Tribunal Federal.
O desafio de Messias será conquistar votos suficientes para aprovar sua indicação, feita pelo presidente Lula. Durante este período que antecede a sabatina oficial, o advogado-geral da União parece concentrar esforços em articulações políticas, mantendo-se discreto quanto a posicionamentos que poderiam gerar controvérsias prematuras.
A expectativa no Senado é que o indicado seja questionado profundamente pelos parlamentares, especialmente sobre temas sensíveis que possam revelar sua visão jurídica e constitucional para o cargo ao qual foi indicado.