
Bia Ferraz: ''Entrevista Jeniffer Santos''
Descubra como a virada profissional se tornou propósito e a conexão humana virou método
Jeniffer, olhando para sua trajetória, em que momento você percebeu que desenvolver líderes não era apenas uma habilidade, mas um propósito?
Se tornou um propósito quando fui supervisora em uma multinacional. Eu sempre gostei muito de ensinar, conduzir e encorajar as pessoas a acreditarem em si e serem a sua melhor versão. E nessa empresa, como a maioria das multinacionais, o foco nunca é o ser humano, mas sim o resultado, o número a mais que ele pode trazer para a empresa, então percebi que o que eu tinha pra oferecer não era só números, mas pessoas capacitadas, prontas e satisfeitas consigo mesmas, sendo os resultados, apenas uma consequência do seu potencial sendo expressado.
Houve algum ponto de ruptura ou decisão marcante que redefiniu sua atuação profissional?
Essa multinacional foi a última empresa que passei, como clt, fui desligada com o motivo dê: Meu estilo de supervisão não era o ideal para o momento que eles estavam enfrentando… Meu estilo de liderança sempre foi muito humanizado, focando no desenvolvimento de líderes, os quais naquela época estavam sem suporte nenhum antes de eu assumir, então já viu, os resultados estavam decaindo. Então quando assumi a supervisão, eu notei esse gargalo, de que os líderes precisavam ser desenvolvidos e capacitados para assumirem as broncas que estavam caindo neles, e em multinacional não temos muito tempo para isso, né? Os resultados precisam ser apresentados com muita constância e rapidez. Se não, é só trocar as peças(pessoas) por outras. Então essa ruptura me fez enxergar que eu podia contribuir muito mais com outros líderes fora, que precisam desse suporte que muitas empresas não dão o devido valor.
Você entende líderes “em profundidade”. O que significa, na prática, olhar para a liderança além do cargo ou do desempenho?
Enxergar a capacidade de um ser humano se conectar com o outro e ambos uniram formas (talentos) com o propósito em comum… Entregar o melhor resultado através de pessoas que são bem conduzidas. Acredito que uma liderança saudável, pode gerar seres humanos melhores.
Quais são os principais bloqueios que você identifica hoje em líderes que, tecnicamente, são competentes, mas emocionalmente travados?
Muitos líderes se sentem inseguros para assumir essa posição, pois ainda não se conhecem com profundidade, então perdem oportunidades de crescerem por acreditar que o líder nasce pronto. E a realidade é que, todos fomos chamados para liderar algo ou alguém (isso é bíblico) mas com os desafios da vida desde a infância, muitos acabam tendo esse bloqueio que os impedem de se desenvolverem.
Seu trabalho é reconhecido por um método próprio de desenvolvimento de líderes. Como ele nasceu?
Nasceu quando eu exerci minha primeira liderança aos 20 anos, porém eu ainda não sabia. Fui uma líder que amava ensinar, mas ainda sentia insegurança e me sabotava muito com pensamentos intrusivos como: “eu não tenho experiência”, “eu não sou tão boa”, “o se me rejeitarem”, “será que eu dou conta?”. Me vi muitas vezes em crises de identidade, então quando decidi construir o método, pensei que o melhor jeito de liderar, primeiro como sabendo liderar a si mesmo, se conhecendo em profundidade, e se apropriando da sua identidade e tendo um propósito bem claro.
Que tipo de transformação você mais observa em líderes que passam pelo seu processo?
Passam a acreditar mais em si mesmo. Líderes posicionados em sua identidade, que sabe bem qual é sua potência e sua deficiência, e maneja muito bem ambos, para liderarem com autenticidade, coragem e ousadia.
Como você trabalha aspectos como identidade, maturidade emocional e tomada de decisão no desenvolvimento de líderes?
Através de ferramentas e técnicas de Gestão Emocional, Autoconhecimento e Inteligência Emocional.
Em que momento você percebeu que sua trajetória estava se consolidando também como uma marca? E porque me escolheu para conduzir seu processo de Marca Pessoal?
O próprio nome já diz: MARCA, a minha intenção é deixar uma marca de transformação na vida e carreira desses líderes e, os conduzindo a replicar isso na vida de seus liderados.
Escolhi a Bia justamente pelo valor que dou ao poder da conexão, a Bia não traz apenas ferramentas e total capacidade profissional para o negócio, ela traz conexão genuína, autêntica, verdadeira e com muita leveza.
Você já esteve nos dois lugares: sendo mentorada e hoje atuando como mentora de outros líderes. O que muda quando se atravessa essa transição?
A responsabilidade em transbordar e transformar a vida de outras pessoas. É colocar o propósito em ação como um dever, e com muito prazer.
Curiosidade agora hein :) você aprendeu alguma ferramenta ou ensinamento comigo que replica em seus processos?
Foi mais um conselho de mentora: Define bem o seu objetivo e foque em você, valorize os bastidores da sua vida, ninguém precisa saber como ele está, o que importa primeiro é você dar um passo de cada vez, valorizando os movimentos e conexões ao longo da jornada.
Quais espaços, projetos ou movimentos você sente que está começando a ocupar agora?
Hoje sou estudante de Psicologia, então estou unindo minhas experiências em liderança com a ciência da psicologia para aperfeiçoar os processos de desenvolvimento.
Que mensagem você deixaria para líderes que sentem que “chegaram longe”, mas ainda se sentem desconectados de si mesmos?
Não é sobre conseguir chegar, é preciso saber permanecer, e se a gente não está bem conosco, uma hora o que era pra ser benção, se torna maldição, algo pesado de sustentar. Então é preciso aprender a liderar a si mesmo, para depois liderar outros.
Se você pudesse resumir sua missão em uma frase, qual seria?
Desenvolver líderes, que transformam vidas e negócios.