
Copasa
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgou o cronograma da oferta secundária de suas ações, prevendo o início das negociações na Bolsa de Valores (B3) para o dia 5 de junho. A data de liquidação dos papéis e a consequente privatização da empresa está marcada para o dia 8 de junho.
A Copasa estima arrecadar R$ 10 bilhões com a oferta de 190 milhões de ações a um preço de R$ 52,77 cada. Esse valor foi calculado com base no preço de fechamento do mercado no dia 19 de maio, mas o montante final será definido após o período de bookbuilding, previsto entre os dias 28 de maio e 1º de junho.
Esse processo permite avaliar a demanda do mercado pelas ações e determinar o preço e a quantidade que os investidores estão dispostos a adquirir.
A Copasa esclareceu que o processo de bookbuilding não contempla a distribuição de um lote suplementar de ações, procedimento habitualmente utilizado em ofertas iniciais (IPO) para estabilizar o preço dos papéis.
A companhia alertou sobre as consequências dessa decisão: "Não haverá, portanto, procedimento de estabilização do preço das ações ordinárias de emissão da companhia após a realização da oferta e, consequentemente, o preço das ações (considerando as ações adicionais) no mercado secundário da B3 poderá variar significativamente após a colocação das ações".
A privatização da Copasa prevê a venda da participação atualmente controlada pelo estado de Minas Gerais, que corresponde a 50,03% do capital da empresa. O plano estabelece que 30% seja assumido por um investidor principal e outros 15% sejam negociados no mercado. Com isso, o governo mineiro passará a deter apenas 5% de participação na companhia.
Disputa pelo controle acionário
Duas empresas de saneamento estão na corrida pelo controle acionário da Copasa. A Sabesp, companhia de saneamento do estado de São Paulo, estudava uma oferta em conjunto com a Equatorial, mas avalia deixar a disputa para concentrar esforços na execução do seu plano de investimentos no próprio estado.
Outros grupos também podem apresentar propostas no processo, entre eles a Itaúsa, o fundo soberano de Singapura e a Equipav Saneamento.
A Aegea Saneamento e Participações também tende a participar da disputa, porém com uma fatia minoritária, de modo a não elevar seu próprio endividamento.
Com o leilão previsto para junho, a Copasa avança em um processo de privatização que redefine o controle de uma das maiores companhias de saneamento do país, abrindo espaço para novos investidores e consolidando a saída do estado de Minas Gerais como acionista majoritário.
