BH reforça ações de vacinação contra sarampo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Belo Horizonte lança ações educativas nas escolas em meio ao avanço do sarampo nas Américas, com mais de 55 mil casos registrados em 2026
Em meio ao avanço do sarampo nas Américas, a Prefeitura de Belo Horizonte lançou uma série de ações educativas em todas as escolas da rede municipal para reforçar a importância da vacinação contra a doença. Dados recentes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indicam que entre janeiro e outubro deste ano foram notificados mais de 55 mil casos de sarampo em 17 países da região, um número equivalente a 4,8 vezes o total registrado no mesmo período de 2025. O projeto também contempla informações sobre a imunização contra a varicela (catapora).
As vacinas contra as duas doenças estão disponíveis nos 154 Centros de Saúde da capital, em postos extras e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante. Durante os dias da iniciativa, atores do grupo de Mobilização Social da Secretaria de Saúde realizarão atividades lúdicas nas escolas para reforçar a importância da imunização. No evento, também serão aplicadas doses da vacina Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, além de doses da vacina contra a varicela. A PBH ressalta que a imunização será realizada apenas nas crianças cujos pais ou responsáveis tiverem autorizado. "As atividades nas escolas buscam justamente sensibilizar pais, responsáveis e educadores sobre a importância de completar o esquema vacinal das crianças para garantir a imunização efetiva", explicou o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Belo Horizonte não registra casos de sarampo desde 2020. No entanto, a cidade permanece em alerta diante do aumento de registros da doença em diversos países e da confirmação de infecções em São Paulo. Atualmente, a cobertura vacinal do público infantil é de 99,45% para a primeira dose e 86,54% para a segunda aplicação. Já em relação à varicela, em 2026 foram registrados 102 casos na capital mineira, o que representa uma queda de 13% em relação ao ano anterior, quando foram computadas 118 contaminações. A cobertura vacinal para a doença, em menores de 1 ano, está em 80,97%.
Em dez meses de 2026, 77 pessoas morreram em decorrência do sarampo no continente Americano, segundo a OPAS. No período, a Guatemala foi o país com o maior número de casos da região, seguida por México, Estados Unidos, Peru e Canadá. Juntos, os cinco países concentram 99,5% dos casos confirmados. Também foram registradas ocorrências na Argentina, Belize, Bolívia, Bonaire, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Panamá e Uruguai. Nos Estados Unidos, uma criança moradora do estado de Nova York morreu após contrair a doença. O óbito foi registrado no condado de Lewis e é o primeiro provocado pelo sarampo em 30 anos. A morte ocorreu enquanto o país enfrentava o pior surto da infecção em 35 anos. Entre o início de 2026 e 29 de outubro, foram contabilizados 4.834 casos em 47 estados, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
No Brasil, em julho deste ano, São Paulo confirmou nove casos da doença em quatro distritos: Vila Maria, Vila Medeiros, Capão Redondo e Jabaquara. Desses, seis ocorreram em mulheres e cinco em homens, com idades entre cinco meses e 53 anos. A maioria dos casos envolveu bebês menores de um ano, que ainda não possuíam indicação para vacinação conforme o calendário vigente. Outros dois casos ocorreram em crianças de um ano. Dos adultos acometidos, apenas um tinha o esquema vacinal completo, dois não eram vacinados e um havia recebido somente uma dose da tríplice viral. **O que é o Sarampo** O sarampo é uma infecção viral grave e extremamente contagiosa, transmitida pela fala, tosse ou espirro. Os sintomas mais comuns incluem febre alta (acima de 38,5°C), tosse seca, conjuntivite e manchas vermelhas no corpo que começam no rosto e se espalham.
A doença pode evoluir para complicações severas, como pneumonia, encefalite e até o óbito, principalmente em crianças pequenas e pessoas não imunizadas. Segundo a PBH, o esquema vacinal da Tríplice Viral prevê duas doses para pessoas de até 29 anos sem comprovação de vacinação e uma dose para adultos de 30 a 59 anos sem registro vacinal. Profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.



