RJ: PF realiza operação que investiga fraude na compra de armas por policiais

Polícia Federal (PF)
A Operação Polaridade investiga fraude na compra de armas e tem policiais militares de Macaé e Rio das Ostras como alvos
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Polaridade, que investiga um esquema de fraude na liberação de processos para compra de armas e munições por CACs — Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores. Entre os alvos da ação estão dois policiais militares que atuam nas regiões de Macaé, no Norte Fluminense, e de Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Os dois policiais são lotados no 32º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento em Macaé e outros municípios da região. Eles são investigados por suspeita de obter armas de calibre restrito, como fuzis, utilizando documentos falsos. Um dos policiais atua na 3ª Companhia da Polícia Militar, em Rio das Ostras, mas foi localizado em sua residência, no município de Araruama. O outro mora em São Pedro da Aldeia, mas não foi encontrado em casa e também não se apresentou ao batalhão para assumir o serviço.
Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em cinco municípios: Macaé, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda. Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia o pagamento de propina a um funcionário terceirizado para conseguir a liberação irregular de processos administrativos. Durante a Operação Polaridade, foram apreendidos sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de dispositivos eletrônicos e documentos.
Na casa de um dos policiais investigados, a operação descobriu cinco fuzis. Um militar da Marinha também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da Corporação, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, prestou apoio à equipe da Polícia Federal durante o cumprimento dos mandados. A corporação acrescentou que vai analisar a adoção de eventuais medidas administrativas e disciplinares em relação à conduta dos policiais. A Operação Polaridade aponta para um esquema que envolve a corrupção de servidores responsáveis por processos administrativos ligados ao controle de armas, comprometendo a integridade do sistema de fiscalização de CACs no país.



