Nikolas Ferreira reage à decisão de Fachin de rejeitar impeachment de Gonet

Fonte: Pablo Valadares/ Agência Brasil.
Deputado afirma "zero surpresas" após STF rejeitar pedido de afastamento de Paulo Gonet da PGR
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido de afastamento de Paulo Gonet do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nas redes sociais, o parlamentar demonstrou não ter se surpreendido com o resultado e sinalizou que não pretende abandonar a questão. "Zero surpresas… mas a gente não desiste nunca", escreveu Nikolas Ferreira em uma publicação nos stories do Instagram, ao compartilhar a notícia sobre a decisão de Fachin.
O pedido havia sido apresentado pelo deputado em 19 de setembro, após a divulgação de uma fotografia de Paulo Gonet ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, em Londres. A imagem, extraída de mensagens encontradas no celular do empresário, mostra o procurador-geral segurando um charuto, com copos de uísque sobre a mesa. Na representação encaminhada ao STF, Nikolas Ferreira argumentou que a fotografia e as conversas encontradas no celular de Vorcaro levantavam dúvidas sobre a relação entre o banqueiro e o chefe da PGR.
O parlamentar solicitou o afastamento cautelar de Gonet e pediu que o caso fosse submetido à análise do plenário do Supremo. Na decisão assinada na quarta-feira (4/11), Fachin apontou que Nikolas Ferreira não possui legitimidade processual para exigir diretamente do STF a análise dos fatos apresentados. O ministro também destacou que o Conselho Superior do Ministério Público já havia considerado insuficientes os elementos trazidos para justificar a abertura de uma investigação. "Não cabe a esta Suprema Corte, à luz dos elementos ora trazidos à colação, deliberar em sentido diverso", afirmou Fachin. Segundo o presidente do STF, além da ausência de legitimidade do deputado, não há justa causa para iniciar uma apuração com base nas condutas descritas. Com isso, Fachin negou seguimento à petição apresentada por Nikolas Ferreira, mantendo Paulo Gonet no comando da Procuradoria-Geral da República.



