Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra Mpox

Ministério da Saúde (Ministério da Saúde/Divulgação)
Estudo com 528 casos em 16 países revela o perfil dos infectados pela Mpox e detalha sintomas, transmissão e grupos mais afetados
O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a Mpox para reforçar o estoque estratégico do imunizante no Brasil. No cenário nacional, o país confirmou 665 casos em 2026, resultado que representa uma queda de 94% em comparação com 2022, período em que o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil ocorrências. Somente no Rio de Janeiro, 218 casos foram confirmados neste ano, e o órgão de saúde enviou mais 2 mil doses da vacina ao estado para ampliar a capacidade de resposta à doença. Um estudo realizado em 2022, com avaliação de 528 casos de Mpox ocorridos entre abril e junho em 16 países diferentes, revelou que 98% dos pacientes se declararam gays, bissexuais ou homens que fazem sexo com outros homens.
Cerca de três quartos deles se identificavam como brancos e 41% eram HIV positivo. A pesquisa apontou que homens que fazem sexo com outros homens, gays e bissexuais com menos de 40 anos foram os mais afetados pelo vírus nos primeiros meses desde que os casos começaram a se espalhar pelo mundo. A idade média dos indivíduos avaliados era de 38 anos, e 95% tinham a relação sexual como a principal suspeita de contato com a Mpox. Em 73% dos participantes, o local de aparecimento das feridas foi a região do ânus e dos genitais, enquanto 41% apresentavam irritações na mucosa da boca. Entre os sintomas gerais registrados no estudo, 62% dos pacientes tiveram febre. Outros sinais comuns foram inchaços dos linfonodos ou "ínguas", que apareceram em 56% dos participantes, letargia em 41%, dor muscular em 31% e dor de cabeça em 27%.
A média de incubação, ou seja, o tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, foi de sete dias. Alguns indivíduos, no entanto, demoraram de três a até 20 dias para apresentar as primeiras manifestações da Mpox. Os dados do estudo indicam que, embora a Mpox tenha afetado de forma desproporcional homens gays e bissexuais durante o surto de 2022, a doença não se restringe a esse grupo. A queda expressiva nos casos registrados no Brasil em 2026 aponta para o impacto positivo das medidas de vacinação e controle adotadas pelas autoridades de saúde.



