Especialistas listam dicas para prevenir câncer de mama e AVC

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No mês do Outubro Rosa e do Dia Mundial do AVC, especialistas listam atitudes para prevenir doenças e reconhecer sinais do corpo
O mês de outubro é marcado por campanhas de conscientização em saúde, como o Outubro Rosa e o Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro. O período reforça a importância dos cuidados com a saúde cardiovascular, reprodutiva e masculina. Especialistas destacam atitudes que podem fazer diferença na prevenção e no diagnóstico precoce de diversas condições.
A prevenção do câncer de mama envolve hábitos saudáveis, acompanhamento médico e exames indicados conforme a idade e o risco individual. Em determinadas situações, a investigação genética pode identificar predisposições hereditárias. Segundo a médica Dra. Ananda Arruda, alterações em genes como BRCA1 e BRCA2 podem aumentar o risco da doença. Entretanto, a maioria dos casos não está associada a síndromes hereditárias, o que torna o rastreamento adequado e o conhecimento do histórico familiar medidas fundamentais.
Nas mulheres, o infarto pode se manifestar de forma diferente do esperado, com falta de ar, náuseas, tontura, cansaço incomum e desconforto nas costas ou mandíbula, além da clássica dor no peito. Reconhecer essas manifestações é essencial para buscar atendimento imediato. "Existe um risco quando a mulher espera necessariamente aquela dor forte no centro do peito. Ela pode apresentar cansaço fora do habitual, falta de ar, náusea ou dor nas costas. Esses sintomas não devem ser banalizados", alerta a cardiologista Dra. Thaís Pinheiro Lima.
Dificuldade repentina para falar, perda de força de um lado do corpo, alteração facial e problemas de equilíbrio podem indicar um AVC. Mesmo quando os sintomas desaparecem, é necessário buscar atendimento de urgência. "Quando falamos em AVC, tempo é cérebro. Uma alteração neurológica súbita precisa ser valorizada, mesmo que pareça leve. Fraqueza, dificuldade para falar e alterações da visão justificam atendimento imediato", explica o neurocirurgião Dr. Leandro Macedo.
O receio do toque retal ainda afasta muitos homens das consultas urológicas. A avaliação deve considerar idade, histórico familiar, sintomas e exames como o PSA, conforme a indicação individual. "O PSA e o toque não são exames concorrentes. Um não substitui automaticamente o outro. O problema é quando o medo faz o homem evitar a consulta e deixar de discutir qual acompanhamento realmente precisa", afirma o Dr. Lucas Takikawa, urologista especialista em HoLEP. Quando um casal enfrenta dificuldades para engravidar, a investigação deve envolver ambos os parceiros desde o início. Varicocele, obesidade, tabagismo e uso de anabolizantes podem comprometer a fertilidade masculina. "Quando o casal tem dificuldade para engravidar, a investigação masculina precisa acontecer com a feminina. Não faz sentido esperar meses investigando apenas a mulher para depois encaminhar o homem", explica o Dr. Yasser Omar Dalle, urologista com formação em andrologia e infertilidade masculina.
Dores menstruais intensas, desconforto pélvico e dificuldades para engravidar podem estar associados à endometriose. A doença exige avaliação individualizada, e alguns casos podem ter indicação cirúrgica. "A cirurgia robótica é uma ferramenta que permite atuar com precisão na remoção das lesões, buscando reduzir o impacto no organismo e melhorar a qualidade de vida da paciente", destaca o Dr. Marcos Travessa, especialista no tratamento cirúrgico da endometriose por via robótica. Além dos exames e do acompanhamento do bebê, o pré-natal deve garantir informações claras e a participação da gestante nas decisões. Conversas sobre parto, amamentação e saúde emocional também são parte essencial desse processo. Para a Dra. Alyk Vargas, médica com atuação na assistência à saúde da mulher e acompanhamento pré-natal, humanizar significa unir segurança clínica, acolhimento e respeito às escolhas da paciente, permitindo que ela compreenda cada etapa da gestação. A prevenção não deve ficar restrita às campanhas do Outubro Rosa ou de outras datas comemorativas. Reconhecer sintomas, realizar avaliações indicadas e manter o acompanhamento médico são atitudes que contribuem para a saúde durante todo o ano.



