PB: polícia conclui que mãe desferiu 24 facadas contra bebê morto aos 23 dias

Prisão policial | Pessoa algemada — Imagem ilustrativa: Magnific
Laudo da Polícia Civil da Paraíba conclui que Myrelly Laila desferiu as 24 facadas que mataram o filho recém-nascido; pai também foi indiciado por omissão
O laudo pericial do caso do recém-nascido Bryan Gabriel, morto com 23 dias de vida na cidade de Patos, na Paraíba, apontou quem desferiu as 24 facadas que tiraram a vida do bebê. O crime ocorreu no dia 14 de outubro, e os pais da criança, Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque e Myrelly Laila Lucena Braz, foram presos no mesmo dia. Nesta sexta-feira (30), a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou ambos pela morte do filho. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado pela Polícia Militar, chegou ao local e encontrou o bebê sem vida em cima de uma cama. Desde o início, o caso foi marcado por versões contraditórias dos dois pais, cada um apontando o outro como responsável pelo crime.
Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil da Paraíba determinou que a autora imediata do crime foi Myrelly Laila, ou seja, foi ela quem desferiu as facadas no próprio filho. Myrelly vai responder por homicídio triplamente qualificado, com as seguintes qualificadoras: - Emprego de meio cruel na execução do crime - Utilização de recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima - Crime cometido contra menor de 14 anos, com agravante pelo fato de a vítima ser um recém-nascido Já o pai, Marcos Gabriel, também foi indiciado por homicídio, porém na modalidade omissiva. As investigações concluíram que, apesar de não ter sido o autor das facadas, ele tinha o dever legal de impedir o crime e socorrer o filho. Em vez de proteger a criança, o pai deixou a cena do crime sem tomar qualquer providência, o que o torna criminalmente responsável.
Após serem detidos, os pais apresentaram depoimentos completamente opostos. O pai alegou que Myrelly esfaqueou o filho por ciúmes do bebê estar em seu colo, admitindo ainda que deixou o local após os primeiros ataques sem nada fazer para impedir a tragédia. Já Myrelly afirmou que o pai segurou suas mãos e a forçou a esfaquear a criança. A Polícia Civil concluiu que a versão apresentada pelo pai era a verdadeira. Quando foi presa em flagrante no dia da morte do filho, Myrelly foi questionada pela RecordTV sobre o ocorrido. Ao ser perguntada "Myrelly, por que você matou o seu filho?", ela respondeu aos gritos: "Eu não matei meu filho, foi ele". O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba, que irá analisar as investigações da Polícia Civil e decidir se apresenta denúncia à Justiça, se solicita novas diligências ou se arquiva o caso. Mãe e pai permanecem detidos desde o dia em que o crime foi cometido.



