Nunes Marques dá 24h para Meta, Google e X explicarem sobre "Exército do Lula"

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques © Valter Campanato/Agência Brasil
Ministro do TSE dá 24 horas para Meta, Google e X explicarem suspeitas de ações coordenadas ligadas ao canal de André Janones
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que Meta, Google e X têm 24 horas para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de ações coordenadas nas redes sociais vinculadas ao canal "Exército do Lula". O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), aliado do presidente Lula (PT), e conta atualmente com 8 milhões de seguidores. A determinação foi assinada na quinta-feira (22/10), após um pedido formal da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que apontou indícios de comportamento coordenado nas plataformas digitais.
De acordo com a campanha de Flávio Bolsonaro, o canal estaria orientando apoiadores a divulgar hashtags em horários previamente determinados, reproduzir mensagens prontas e realizar buscas coordenadas no Google. Em um dos exemplos citados pelos advogados da campanha, Janones teria instruído integrantes do canal a pesquisar no Google a frase: "Bolsonaro mandou matar Lula". A campanha de Flávio também contestou uma resposta anterior da Meta, que afirmou não ter identificado sinais de comportamento coordenado no WhatsApp.
Segundo os advogados, a empresa não explicou quais critérios utilizou para chegar a essa conclusão, o que motivou o pedido de um relatório técnico mais detalhado. "Intime-se, com urgência, a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. para que, no prazo de 24 horas, apresente manifestação acompanhada de relatório técnico circunstanciado, com metodologia, critérios, resultados e limitações", escreveu Kassio em sua determinação. Entre as exigências estabelecidas por Kassio estão a análise de possíveis ações coordenadas entre contas e plataformas, a identificação de publicações com alcance artificialmente ampliado e a verificação de eventuais impulsionamentos pagos. O ministro também cobrou informações sobre a circulação de mensagens entre WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, além das medidas adotadas pela Meta para identificar e combater possíveis irregularidades. O caso segue em andamento, com as plataformas digitais obrigadas a responder dentro do prazo estipulado pelo presidente do TSE.



