
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ainda não assumiu publicamente uma pré-candidatura ao governo de Minas Gerais, mas já se vê obrigado a defender essa eventual candidatura em meio a uma turbulência política.
A situação se intensificou após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF, gerando desconfiança entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A derrota de Messias foi interpretada pelos governistas como uma articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), figura muito próxima de Pacheco.
O senador mineiro chegou a fazer gestos públicos de apoio ao indicado de Lula — mesmo tendo sido preterido para essa vaga —, mas parte dos aliados do petista acredita que ele teria feito jogo duplo na questão.
Além desse desgaste, o G1 noticiou que Pacheco estaria considerando desistir da construção da candidatura em Minas Gerais e que planejava conversar com Lula em breve.
No entanto, aliados do senador garantem que não há qualquer possibilidade de desistência em razão dos acontecimentos da última semana.
Vale lembrar que nunca houve uma confirmação oficial da pré-candidatura por parte de Pacheco, apesar de sinalizações relevantes, como a troca do PSD pelo PSB, partido que se mostrou disposto a oferecer-lhe essa candidatura.
Em resumo, a tentativa de montar um palanque competitivo em Minas Gerais para dar suporte à campanha de Lula à reeleição segue sem definição clara.