
Primeira-dama dos EUA, Melania Trump, discursa na Casa Branca - Foto: MANDEL NGAN
Melania Trump fez um pronunciamento raro na Casa Branca nesta quinta-feira (9), onde negou categoricamente qualquer envolvimento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell. A primeira-dama dos Estados Unidos buscou encerrar definitivamente os rumores sobre sua suposta amizade com a dupla, classificando as associações ao seu nome como mentiras infundadas e motivadas por interesses políticos.
Durante seu discurso, Melania Trump foi enfática ao rejeitar qualquer tipo de relacionamento com Epstein, que foi preso em 2019 sob acusações de tráfico sexual de menores e encontrado morto em uma prisão de Nova York no mesmo ano.
"As mentiras que me ligam ao vergonhoso Jeffrey Epstein precisam acabar hoje. Para ser clara, nunca tive um relacionamento com Epstein ou sua cúmplice, Maxwell", declarou a primeira-dama com firmeza.
Melania esclareceu que os encontros com o empresário foram apenas casuais: "Nunca fui amiga de Epstein. Donald e eu fomos convidados para as mesmas festas que ele de vez em quando", pontuou durante seu pronunciamento.
A esposa de Donald Trump também rejeitou veementemente as alegações de que teria conhecido o marido por intermédio do empresário: "Eu não sou vítima de Epstein, ele não me apresentou a Donald Trump. Conheci meu marido por acaso em uma festa em Nova York, no ano de 1998", destacou.
Melania Trump fez questão de enfatizar que jamais esteve na ilha particular ou no avião de Epstein, conhecidos por serem locais onde ocorriam diversos abusos. Ela ressaltou que seu nome nunca apareceu em documentos judiciais, depoimentos, declarações de vítimas ou entrevistas do FBI relacionadas ao caso.
"Meu nome nunca apareceu em documentos judiciais, depoimentos, declarações de vítimas ou entrevistas do FBI sobre o assunto. Nunca tive conhecimento dos abusos", frisou a primeira-dama durante seu pronunciamento na Casa Branca.
Ao finalizar seu discurso, Melania Trump cobrou ações efetivas do governo americano para garantir que toda a verdade sobre a rede de abusos venha à tona de maneira transparente. Ela argumentou que diversos executivos poderosos renunciaram aos seus cargos e que os culpados não podem ficar impunes.
"Apelo ao Congresso para que ofereça às mulheres vitimadas por Epstein uma audiência pública especificamente centrada nas sobreviventes. Dê a essas vítimas a oportunidade de testemunhar sob juramento. Somente então teremos a verdade", concluiu a primeira-dama em seu pronunciamento.