
O governo do presidente Donald Trump afirma ter identificado a presença e a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho em pelo menos 12 estados norte-americanos. As duas facções brasileiras foram recentemente classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas, ampliando o escopo das ações legais e financeiras contra os grupos.
A informação foi confirmada no último sábado (30) à CNN pela porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson. Embora tenha reconhecido a atuação dos grupos criminosos em território americano, a representante não revelou quais estados são afetados, argumentando que detalhes dessa natureza cabem às autoridades responsáveis pelas investigações e pelo sistema de Justiça.
Segundo Roberson, a administração Trump considera o PCC e o Comando Vermelho duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil, com capacidade de atuação que ultrapassa as fronteiras nacionais.
"A influência e as redes ilícitas dessas organizações se estendem muito além do Brasil, alcançando toda a região e chegando inclusive ao nosso país", afirmou a porta-voz.
Ela acrescentou que o governo americano pretende ampliar as medidas de combate às facções por meio de instrumentos legais, financeiros e de segurança nacional.
"O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger os Estados Unidos e seus interesses de segurança nacional, impedindo a entrada de drogas ilícitas em nossas comunidades e interrompendo os fluxos financeiros que sustentam organizações terroristas violentas", declarou.
Classificação amplia sanções e combate ao financiamento
A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas foi realizada com base em dois mecanismos legais distintos adotados pelos Estados Unidos: a classificação como Organização Terrorista Estrangeira (Foreign Terrorist Organization – FTO) e como Terroristas Globais Especialmente Designados (Specially Designated Global Terrorists – SDGT).
Na prática, as medidas ampliam o alcance das sanções americanas contra integrantes, colaboradores e financiadores das facções, permitindo o bloqueio de bens, restrições financeiras e a criminalização do apoio material ou econômico aos grupos.
A iniciativa integra a estratégia do governo Trump de intensificar o enfrentamento a organizações criminosas transnacionais consideradas ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos.