
Foto: Faces of the World/Flickr
Emmanuel Macron, presidente da França, defendeu nesta terça-feira (21) a necessidade de avançar nas negociações para fortalecer o cessar-fogo no Líbano e exigiu que Israel respeite a soberania territorial libanesa. As declarações foram feitas após uma reunião com o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, no Palácio do Eliseu, em Paris.
Durante o encontro, Macron enfatizou a importância de "dar tempo para as negociações" e evitar uma nova escalada de violência entre Israel e o Líbano. O presidente francês destacou que a consolidação da trégua representa uma prioridade imediata considerando a instabilidade que afeta toda a região.
Macron também abordou questões estruturais que considera fundamentais para uma solução duradoura no conflito. Segundo ele, a estabilidade regional "só pode ser alcançada" mediante dois fatores essenciais: a retirada completa das forças militares israelenses do território libanês, respeitando a integridade territorial do país, e o desarmamento do Hezbollah, grupo armado que conta com apoio do Irã e mantém forte presença no sul do Líbano.
O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam, por sua vez, reafirmou o compromisso de seu governo com a via diplomática e defendeu o diálogo direto com Israel como caminho para a resolução do conflito. Durante seu pronunciamento, Salam foi enfático ao declarar que "a diplomacia não é um sinal de fraqueza, mas um ato responsável". Contudo, o premiê libanês também deixou claro que não haverá estabilidade sem a retirada total das tropas israelenses do território de seu país.
O encontro entre Macron e Salam ocorre em um momento particularmente tenso, após um ataque contra a missão de paz das Nações Unidas no sul do Líbano (UNIFIL) no sábado (19), que resultou na morte de um soldado francês e deixou outros três feridos. Este incidente elevou significativamente as tensões na região.
Líbano e Israel devem participar de uma nova rodada de negociações em Washington no final desta semana, buscando avançar nos termos de um acordo que possa garantir a paz na fronteira entre os dois países. A França, que possui laços históricos com o Líbano e mantém tropas na força de paz da ONU, tem se posicionado como um importante mediador neste processo diplomático.