MPRJ apresenta novas denúncias contra PMs por crimes cometidos em operação
Operação resultou em 122 mortes
MPRJ apresenta novas denúncias contra policiais militares por crimes cometidos durante Operação Contenção que resultou em 122 mortes
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou novas denúncias contra policiais militares do Batalhão de Choque por crimes cometidos durante a Operação Contenção na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. A operação, realizada em 28 de outubro, resultou em 122 mortes, incluindo cinco policiais.
As denúncias, apresentadas na segunda-feira (1º), foram baseadas em evidências registradas pelas câmeras operacionais portáteis (COPs) utilizadas pelos PMs durante a operação. Seis policiais militares foram acusados de múltiplos crimes, incluindo peculato, violação de domicílio e insubordinação.
Detalhamento das Acusações
* Os policiais são acusados de arrombar portões e portas de duas residências na Vila Cruzeiro, utilizando alicate para invasão dos imóveis sem autorização judicial
* Durante as invasões, os agentes constrangeram um morador, mantendo-o sentado sob ameaça enquanto revistavam o local
* O grupo foi flagrado roubando um aparelho celular e um fuzil abandonado por criminosos em fuga, tendo inclusive discutido sobre como desmontar e ocultar o armamento
* As câmeras registraram tentativas repetidas de ocultar ou obstruir os equipamentos de filmagem, contrariando ordens diretas do comando da PM
Em uma denúncia separada, um sargento do Grupamento Tático de Ações Rápidas foi acusado de violação de domicílio e insubordinação. Segundo o MPRJ, o policial “Durante toda a atuação, descumpriu deliberadamente a determinação legal de manter a câmera corporal em funcionamento contínuo em área sensível”.
Com estas novas acusações, o MPRJ soma seis denúncias relacionadas a ilegalidades durante a Operação Contenção. Nove policiais já foram denunciados, incluindo os sargentos Diogo da Silva Souza, Eduardo de Oliveira Coutinho, Marcos Vinicius Pereira Silva Vieira, Charles William Gomes dos Santos e o subtenente Marcelo Luiz do Amaral, que se encontram presos após ação da Corregedoria.
A Polícia Militar, em nota, afirmou “que não compactua com possíveis desvios de conduta e crimes praticados por agentes, e que pune com rigor os envolvidos quando os fatos são constatados”.



