Aprovação de Trump fica próxima da mínima histórica às vésperas das midterms

Foto oficial da Casa Branca por Joyce N. Boghosian
Com apenas 32% de aprovação, Trump enfrenta eleições de meio de mandato que podem custar ao partido republicano o controle do Congresso
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue próxima da mínima histórica às vésperas das eleições de meio de mandato, as "midterms", marcadas para esta terça-feira (3). De acordo com a pesquisa Reuters/Ipsos, 32% dos americanos aprovam o trabalho do republicano na Casa Branca, o mesmo percentual registrado na semana anterior. Duas semanas antes, a aprovação de Trump havia atingido a mínima histórica de 31%.
A rejeição ao presidente republicano chega a patamares elevados em um momento decisivo para o seu governo, com a possibilidade concreta de uma vitória democrata nas "midterms" fazendo com que seu partido perca o controle do Congresso Nacional. Caso os republicanos percam a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, Trump pode se tornar alvo de processos de impeachment.
Estão em disputa 35 cadeiras no Senado, composto por 100 membros, e todas as 435 vagas na Câmara dos Deputados. Atualmente, os republicanos detêm uma maioria frágil de 218 cadeiras na Câmara. Para que os democratas assumam o controle da casa, seriam necessários apenas mais quatro eleitos.
No Senado, o cenário é semelhante: o partido de Trump possui 53 cadeiras, mas os democratas também precisam conquistar apenas quatro assentos para virar o jogo.
O que dizem as pesquisas
Segundo o agregador de pesquisas da plataforma PollsterGraph, atualizado pela última vez no domingo (1º), 52,7% dos eleitores tendem a votar no partido democrata, contra 43,7% nos republicanos.
A plataforma ainda aponta uma probabilidade de 88% de os democratas controlarem o Senado com maioria de 51 parlamentares eleitos, contra 12% de chance para os republicanos.
Nessa projeção, oito estados apresentam forte tendência de eleger um senador da oposição, enquanto dois são considerados prováveis democratas e três estão inclinados ao partido azul.
Em cinco estados, as possibilidades são maiores para os republicanos, em dois a eleição de um aliado de Trump é mais provável, e outros quatro estão inclinados ao partido vermelho.
Cerca de 11 estados ainda têm a disputa indefinida, incluindo estados fundamentais que podem mudar de lado para os democratas, como o Texas e o Maine.
A metodologia também considera a possibilidade de empate entre os partidos, com cada um conquistando 50 cadeiras, mas nesse cenário o controle permaneceria republicano, uma vez que o desempate caberia ao vice-presidente JD Vance.



