Selic deve encerrar 2026 em 13,50%, estima relatório do BC

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Expectativas do Focus indicam corte final da Selic em novembro e retomada do ciclo de reduções apenas em junho de 2027
As expectativas atualizadas pelos economistas no Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o relatório Focus do Banco Central, apontam para um corte final da Selic na quarta-feira, 4, de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 13,50% ao ano. Após esse movimento, o sistema projeta um período de estabilidade prolongado antes de qualquer nova redução. A trajetória implícita no sistema, detalhada por reunião, indica que essa estabilidade só será interrompida na quarta reunião de 2027, em junho, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) deve retomar cortes de 0,25 ponto percentual, conduzindo a taxa a 12,50% ao fim daquele ano. As projeções refletem as expectativas registradas até a última sexta-feira, 30, e representam as primeiras respostas consolidadas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cenário atual é mais restritivo do que o observado uma semana antes, quando as expectativas foram computadas até 23 de outubro. Naquele momento, as medianas indicavam cortes da Selic tanto em novembro quanto em dezembro deste ano, com a taxa encerrando 2024 em 13,25% — 0,25 ponto abaixo da estimativa atual. A trajetória de então também apontava que o ciclo de reduções seguiria até a quinta reunião de 2027, com a Selic chegando a 12,00%. O movimento seria interrompido na sexta reunião, retomado na sétima e novamente interrompido na oitava, fazendo com que os juros terminassem 2027 em 11,75% — 0,50 ponto abaixo da projeção atual para o fim do próximo ano.
As expectativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, consideradas mais sensíveis a novidades do cenário econômico, passaram a indicar um caminho ainda mais conservador. Segundo essas projeções, o Copom deve optar por manter a Selic estável já nesta quarta-feira, sem realizar qualquer corte. Nesse cenário mais recente, a taxa encerraria o ano em 13,75% ao ano, patamar no qual permaneceria, ao menos, até a primeira reunião de 2027, de acordo com a trajetória implícita no sistema de expectativas do Banco Central.



