Rússia confirma reunião com Ucrânia e EUA

Foto: Vlodimir Zelensky/X
Encontro trilateral está marcado para os dias 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos
A Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos voltarão a se sentar à mesa de negociações nos dias 10 e 11 de novembro, em uma nova tentativa de encontrar uma saída diplomática para a guerra. O encontro trilateral será realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e foi confirmado nesta terça-feira (3) pelo Kremlin. O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, confirmou que uma delegação de Moscou participará das conversas. O negociador Vladimir Medinski voltará a chefiar a equipe da Rússia, repetindo o papel que desempenhou na rodada anterior de negociações. O emissário americano Steve Witkoff havia anunciado a realização do encontro na segunda-feira (2), e a reunião representa uma nova tentativa de retomar o diálogo, interrompido após meses de paralisação.
Um dos principais obstáculos para um entendimento entre as partes é o controle da região de Donetsk, no leste da Ucrânia. A Rússia exige que as forças ucranianas deixem o território, enquanto Kiev rejeita a condição por avaliar que a retirada deixaria outras áreas do país expostas a novos ataques russos. As negociações ficaram em segundo plano durante vários meses, enquanto o governo americano concentrou esforços no conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Além das conversas em Abu Dhabi, representantes americanos devem viajar a Bruxelas ainda nesta semana para encontros com autoridades europeias. Segundo Steve Witkoff, a agenda prevê reuniões com representantes da França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O objetivo é discutir garantias de segurança para a Ucrânia, tema considerado central nas tratativas para uma eventual solução diplomática. A guerra entre Rússia e Ucrânia é apontada como o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A retomada das negociações em novembro surge como um sinal de que as partes buscam, ao menos, explorar caminhos para encerrar o confronto.



