Durigan admite necessidade de medidas para queda dos juros

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Fazenda reconhece necessidade de medidas fiscais após Copom manter a Selic em 13,75%
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta quinta-feira (5/11) que o governo federal precisa apresentar medidas concretas para criar as condições necessárias à redução da taxa de juros no Brasil. A declaração ocorre em um momento de pressão do mercado financeiro sobre o governo e após uma decisão relevante do Comitê de Política Monetária.
O comentário de Durigan foi feito logo após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper um ciclo de cinco reduções consecutivas na taxa básica de juros da economia, a Selic, que permaneceu em 13,75%. "Nós precisamos adotar as medidas necessárias, as condições para que, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua no Brasil", afirmou o ministro.
Ainda que tenha evitado criticar diretamente a decisão do Copom de manter os juros no patamar atual, Durigan deixou clara sua avaliação sobre o índice. "O Brasil com a taxa de juros neste patamar é uma taxa de juros bastante alta e muito ruim para a economia e para todos os setores, mesmo setor financeiro, o setor produtivo", declarou.
Do ponto de vista do governo, as condições para uma eventual redução dos juros passam principalmente pelo controle de gastos públicos. O próprio comunicado do Copom reforça essa perspectiva, indicando que o comitê continua atento à política fiscal interna, "reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza".
O governo vem enfrentando pressão crescente do mercado financeiro para que apresente medidas efetivas de controle de despesas. O reflexo dessa tensão tem sido visível nos indicadores econômicos, com a bolsa registrando sequências de queda e o dólar em trajetória de alta.



