Emprego formal cai 43% em setembro, pior resultado desde 2020

Carteira de trabalho e desemprego | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Brasil gerou apenas 121,3 mil empregos formais em setembro, queda de 43% ante o mesmo mês de 2023, segundo o Caged
O Brasil registrou a criação de 121,3 mil postos de trabalho formais em setembro, representando uma queda de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (4), por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
O resultado é o pior para o mês de setembro desde o início do Novo Caged, em 2020. O desempenho de setembro ficou abaixo até mesmo do registrado no ano de estreia do indicador, quando o mercado de trabalho ainda sofria os impactos da pandemia de Covid-19. Em setembro de 2020, o saldo havia sido de 299,7 mil empregos formais, número significativamente superior ao atual.
Ao longo do mês, o país contabilizou 2,214 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões.
O acumulado de empregos formais em 2024, de 1,2 milhão, segue como o pior desde 2020, ano em que o resultado foi negativo. Além disso, os meses de abril, maio, junho, julho e agosto também registraram os piores resultados para cada período desde aquele ano, sinalizando uma desaceleração consistente do mercado de trabalho brasileiro.
Desempenho por setor
Quatro dos grandes agrupamentos econômicos registraram alta no número de empregos formais segundo o Caged, enquanto a agropecuária apresentou saldo negativo, com perda de 4.381 vagas.
O setor de serviços liderou a geração de postos, com 81,2 mil novas vagas formais, seguido pela indústria, com 19,3 mil empregos criados. O comércio varejista registrou saldo positivo de 9.435 empregos em setembro, mas permanece no campo negativo no acumulado do ano, com déficit de 31,6 mil postos formais.
Variações por estado
Entre os estados, o Rio Grande do Sul foi o único a registrar queda no saldo de postos com carteira assinada, com redução de 0,1%, puxada principalmente pela queda na fabricação de produtos de fumo e no comércio varejista.
As maiores altas mensais foram registradas em Alagoas, com crescimento de 2,47% no saldo de empregos formais, seguida pelo Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%). No acumulado de janeiro a setembro, as maiores variações positivas foram no Amapá, com alta de 7,75%, em Roraima, com 4,54%, e no Piauí, com 4,52%, de acordo com os dados do Caged.
O cenário geral aponta para uma trajetória de enfraquecimento na geração de empregos formais ao longo de 2024, com o Caged registrando os piores resultados mensais desde o início da série histórica do indicador em praticamente todos os meses do ano.



