Minas vira palco de disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - Fotos: Marina Uezima e Charles Sholl / Brazil Photo Press
Lula e Flávio Bolsonaro intensificam agendas em Minas Gerais, estado decisivo que historicamente define o resultado das eleições presidenciais
Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, é historicamente conhecido como o "pêndulo" das eleições nacionais. O termo, emprestado dos chamados "swing states" norte-americanos, reflete uma realidade consistente desde a redemocratização, em 1989: quem vence a disputa no estado também conquista a Presidência da República.
Com menos de 12 dias para o segundo turno, o presidente Lula (PT) busca recuperar o terreno perdido na primeira rodada de votações em Minas Gerais, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensifica sua campanha no estado contando com o apoio do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos).
As agendas dos dois candidatos pelo interior mineiro refletem a importância estratégica do estado. Lula tem compromissos marcados em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e em Ipatinga, no Vale do Aço, ainda nesta sexta-feira (16). Já Flávio Bolsonaro cumpre agenda em Capelinha, na região do Alto Vale do Jequitinhonha, nesta quinta-feira (15), antes de seguir para Nanuque, no Vale do Mucuri, na sexta-feira.
A previsão é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também visite Belo Horizonte no dia 24 de outubro. A Itatiaia apurou que Lula também pode ir à capital mineira na terça-feira (20), embora a visita ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
O desafio de Lula em Minas Gerais é claro: reverter a desvantagem registrada no primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro obteve 5,77 milhões de votos contra 5,18 milhões do petista. O cenário é diferente do registrado em 2022, quando Lula foi eleito para seu terceiro mandato com 48,29% dos votos no estado no primeiro turno, enquanto Jair Bolsonaro ficou com 43,6%.
Minas Gerais segue, portanto, como campo decisivo para a definição do próximo prefeito da capital e um termômetro relevante para o equilíbrio de forças políticas no país.



