Michelle Bolsonaro é eleita senadora pelo Distrito Federal

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Michelle Bolsonaro vence sua primeira eleição e garante vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal pelo PL
Michelle Bolsonaro (PL), mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi eleita senadora pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. A vitória marca a estreia da ex-primeira-dama em uma disputa eleitoral.
Seus suplentes são Diego Torres (PL), irmão de Michelle que atuou como assessor especial no governo de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas, e Cristian Viana (Podemos).
Durante a campanha, Michelle Bolsonaro fez palanque ao lado de Bia Kicis, ex-deputada federal que também disputava uma vaga no Senado pelo PL. As duas integravam a coligação "Propósito e ação" e apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro, enteado de Michelle, à Presidência da República.
Neste ciclo eleitoral, foram renovadas duas das três cadeiras de cada estado e do Distrito Federal no Senado. A senadora Damares Alves (Republicanos), que ainda tem quatro anos de mandato, é aliada histórica da família Bolsonaro, de Michelle e de Kicis.
A trajetória de Michelle Bolsonaro até o Senado não foi isenta de turbulências. Em junho, antes mesmo de confirmar sua candidatura, um vídeo em que ela acusava o enteado Flávio Bolsonaro de humilhá-la viralizou nas redes sociais.
No registro de 27 minutos, ela fazia uma série de acusações contra o então candidato do PL. Flávio pediu desculpas publicamente e afirmou que nunca ofendeu nem teve intenção de ofender a madrasta.
Apesar da aparente reconciliação, Flávio e Michelle gravaram apenas um vídeo juntos ao longo de toda a campanha.
A estratégia de Michelle foi concentrar esforços no eleitorado do DF, dividindo palanques com a governadora Celina Leão (Progressistas) e com candidatos a deputado distrital e federal.
Natural de Ceilândia (DF), Michelle Bolsonaro nasceu em 1982 e conheceu Jair Bolsonaro em 2007, aos 25 anos, quando trabalhava como secretária na Câmara dos Deputados, período em que ele, então com 52 anos, exercia mandato como deputado federal.
Os dois se casaram no mesmo ano e Michelle mudou-se para o Rio de Janeiro.
Com o fim do mandato presidencial de Bolsonaro, em 2023, Michelle assumiu a presidência do PL Mulher, braço do partido voltado para ampliar a participação feminina na política. À frente do cargo, ganhou projeção nacional ao cumprir agendas próprias pelo país e articular alianças regionais.
Ela deixou o comando do movimento após o desentendimento com Flávio. Segundo nota do partido, saiu para se dedicar aos cuidados com o marido, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Durante a campanha, Michelle chegou a declarar: "Estou presa com meu marido, todo mundo sabe, tenho horário para sair e horário para voltar. Não é fácil ter que associar também uma campanha com os cuidados de casa e estar ali também dando todo apoio para ele, que está ansioso, oscila bastante".
A briga com Flávio chegou a ameaçar sua carreira política, mas Michelle se consolidou como a grande aposta do PL junto ao eleitorado feminino e evangélico. Sua campanha centralizou o discurso em pautas de costumes, defesa da família e valores cristãos.
Michelle declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de cerca de R$ 4,5 milhões, distribuído entre aplicações financeiras, além de um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
Com a vitória, Michelle Bolsonaro chega ao Senado Federal pela primeira vez, consolidando sua posição como uma das principais lideranças do PL e da direita brasileira no cenário político nacional.



