Garotinho desiste de recorrer ao TSE e abre caminho para vitória de Douglas Ruas

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Com a desistência de Garotinho no TSE, os votos recebidos por ele podem ser anulados, garantindo a Douglas Ruas a vitória no primeiro turno no Rio.
Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu nesta segunda-feira (5/10) de tentar reverter no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a decisão que impediu sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. A desistência pode ter consequências imediatas no resultado das eleições: caso os 3,17% dos votos recebidos por ele sejam definitivamente anulados, Douglas Ruas (PL), que terminou com 49,27% dos votos válidos, pode ultrapassar os 50% necessários e ser eleito governador no primeiro turno. A defesa de Garotinho protocolou a desistência no processo encaminhado ao ministro Floriano de Azevedo Marques. No documento, afirma que a decisão é "livre, expressa, consciente e irretratável" e solicita o encerramento do recurso. Os advogados citam a legislação para sustentar que o recorrente pode desistir a qualquer momento, sem necessidade de concordância das demais partes envolvidas.
A movimentação representa uma virada na postura da defesa. Horas antes da desistência, os próprios advogados de Garotinho haviam solicitado prioridade para que o recurso chegasse rapidamente ao TSE. O candidato tentava derrubar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que negou seu registro por considerar suspensos seus direitos políticos em razão de condenação por improbidade administrativa. Como o recurso ainda estava pendente no dia da eleição, o nome de Garotinho apareceu normalmente nas urnas. Seus votos, no entanto, foram classificados como "anulados sub judice": contabilizados provisoriamente, mas condicionados à decisão final da Justiça Eleitoral para ter validade. Agora, com a desistência formalizada, a defesa pede ao TSE que reconheça a perda de objeto do recurso. Caso a decisão do TRE-RJ prevaleça e os votos de Garotinho sejam retirados da contagem, Douglas Ruas passaria a ter cerca de 50,9% dos votos válidos, o que garantiria sua eleição no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD), que recebeu 42,76% dos votos, deixaria de disputar o segundo turno.