Democratas questionam papel do governo Trump na saída de Flávio do Brasil

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Democratas questionam Marco Rubio sobre papel do governo Trump na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e emissão de greencards
Um grupo de 25 parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos enviou uma carta ao Secretário de Estado Marco Rubio questionando o papel do governo Trump na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e na emissão de greencards para o senador brasileiro e sua família. O documento, obtido pela repórter da TV Globo Raquel Krahembuhl, foi encaminhado ao Departamento de Estado norte-americano na noite de quinta-feira (29). Segundo o jornal norte-americano Politico, a carta é liderada pelas deputadas Sydney Kamlager-Dove e Dina Titus. O texto questiona se o governo americano teria facilitado a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos após uma decisão da Suprema Corte brasileira restringir suas viagens internacionais no âmbito de uma investigação criminal por suposta lavagem de dinheiro e outras irregularidades financeiras.
Na carta, os parlamentares destacam que, de acordo com reportagem publicada pelo The New York Times em 27 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos após perder a eleição presidencial brasileira e descumprir uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes. Os democratas ressaltam que é "particularmente preocupante" que, segundo relatos, um alto funcionário do Departamento de Estado teria afirmado que os Estados Unidos concederiam vistos ao senador e a membros de sua família.
O documento levanta uma série de perguntas ao Departamento de Estado, entre elas: - Quando o Departamento de Estado ou a Embaixada dos EUA no Brasil tomou conhecimento de que a Suprema Corte brasileira havia ordenado que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes e tivesse suas viagens internacionais restringidas. - Se algum funcionário do governo americano recebeu, examinou ou discutiu a decisão judicial antes da suposta saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. - Se o Departamento verificou, antes de autorizar qualquer visto ou preparativo de viagem, se Flávio Bolsonaro tinha autorização legal para deixar o país. - Se o Departamento tinha conhecimento de que Flávio Bolsonaro supostamente não cumpriu o prazo para entregar seus passaportes e quais medidas foram adotadas diante disso. - Se o Departamento de Estado emitiu, aprovou, acelerou, renovou ou facilitou a concessão de visto a Flávio Bolsonaro ou a membros de sua família durante o período eleitoral. - Quem teria autorizado a decisão de conceder vistos ao senador e à sua família e permitir a entrada deles nos Estados Unidos. - Se algum funcionário do governo americano ajudou com reservas de voos, documentos de viagem, transporte, acesso a aeroportos ou outros preparativos logísticos relacionados à chegada de Flávio Bolsonaro. - Se houve coordenação com o Departamento de Segurança Interna, a Alfândega e Proteção de Fronteiras ou o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA em relação à chegada prevista do senador.
Os parlamentares também perguntam se o Departamento de Estado consultou o Departamento de Justiça ou qualquer outra agência federal sobre as implicações de facilitar a entrada de uma figura política estrangeira que, segundo relatos, deixou seu país em violação a uma ordem judicial. A carta ainda questiona se algum funcionário americano se comunicou, direta ou indiretamente, com Flávio Bolsonaro, seus familiares, advogados, assessores políticos ou intermediários a respeito da viagem. Na avaliação dos signatários, a questão central é direta: "o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou qualquer outra agência do governo americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da suposta restrição judicial brasileira à sua saída?" Os democratas afirmam que, caso tenha havido esse tipo de assistência, o Congresso precisa entender "o que foi fornecido, quem autorizou, quando ocorreu e quais informações estavam disponíveis para as autoridades americanas naquele momento". A iniciativa dos parlamentares democratas reflete a preocupação do grupo com a possível interferência do governo Trump em um caso judicial brasileiro envolvendo Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, o Departamento de Estado não se pronunciou publicamente sobre a carta.



