Dólar sobe com incertezas do Lula 4

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Negativa de Fonteles ao Ministério da Fazenda reforça indefinição ministerial e sustenta alta do Dólar, que chegou a R$ 5,4102
O Dólar opera em alta nesta manhã, sustentado pela indefinição ministerial no governo Lula 4 e pela aversão ao risco nos mercados internacionais. A negativa do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sobre uma possível indicação ao Ministério da Fazenda reforça a cautela fiscal entre os investidores e contribui para a valorização da moeda americana, que também avança frente a divisas emergentes ligadas a commodities. A disputa pela Ptax, no entanto, pode gerar pressão pontual de baixa ao longo do dia. Às 9h20, o Dólar à vista registrava máxima de R$ 5,4102, com alta de 0,42%. No mercado de juros, as taxas curtas oscilam próximas aos ajustes após a divulgação dos dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, no piso histórico da série e em linha com a mediana das projeções dos analistas.
A renda média real alcançou R$ 3.790, e a massa de rendimentos cresceu 4,7% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reforça a expectativa de manutenção da Selic pelo Copom na reunião da próxima semana. Já os juros longos sobem acompanhando o Dólar, mesmo diante da queda nos rendimentos dos Treasuries americanos. O movimento ocorre em meio à aversão ao risco em Nova York, impulsionada por balanços corporativos decepcionantes e por dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial (IA). No cenário externo, o petróleo segue em alta, com o Brent cotado a US$ 113. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã terminará em breve, "de um jeito ou de outro", e voltou a pressionar Teerã pela conclusão de um acordo sobre seu programa nuclear. No Oriente Médio, a Arábia Saudita informou ter interceptado um drone houthi próximo a Meca, embora o grupo tenha negado ter mirado a cidade sagrada. No Estreito de Ormuz, um navio-tanque pegou fogo após a instalação de explosivos em seu casco. Outubro já se configura como o mês com mais ataques à navegação na região desde março. O conjunto de fatores — indefinição política interna, tensões geopolíticas e incertezas nos mercados globais — mantém o Dólar pressionado para cima e eleva a cautela dos agentes financeiros no mercado doméstico.



