Lula pode indicar primeira mulher para ser ministra da Defesa

Foto: @danipiana/Instagram
Indicada por José Múcio, Cinara Wagner Fredo seria a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca um nome para o Ministério da Defesa em seu quarto mandato. Entre os possíveis indicados, destaca-se Cinara Wagner Fredo, sugerida pelo atual ministro da pasta, José Múcio Monteiro, que informou a Lula que não poderá continuar no cargo. Atualmente, Cinara Wagner Fredo ocupa o cargo de secretária-geral do Ministério da Defesa. Sua trajetória na administração pública é extensa: desde 2016, passou por diferentes pastas, incluindo a Secretaria de Governo Digital, o Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o Ministério da Previdência Social.
No campo acadêmico, Cinara Wagner Fredo é formada em Direito, possui mestrado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas e especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola Superior de Guerra, o que reforça seu perfil técnico para o cargo. Caso seja escolhida, Cinara Wagner Fredo se tornará a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa.
A lista de ex-ministros da pasta é composta exclusivamente por homens: Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Walter Souza Braga Netto, Fernando Azevedo e Silva, Joaquim Silva e Luna, Raul Jungmann, Aldo Rebelo, Jaques Wagner, Celso Amorim, Nelson Jobim, Waldir Pires, José Alencar, José Viegas Filho, Geraldo Magela da Cruz Quintão e Elcio Alvares. Segundo o Estadão, Múcio comunicou a Lula sua impossibilidade de permanecer no cargo e, a pedido do presidente, indicou Cinara Wagner Fredo para sucedê-lo. Até o momento, Lula ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o assunto.
Aliados do presidente afirmam que ter uma mulher civil à frente das Forças Armadas seria muito relevante no atual momento político do país. No entanto, Lula ainda consulta outras opiniões, incluindo as de assessores próximos da campanha, como o senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, antes de bater o martelo.



