Perícia descarta gravidez de estudante encontrada morta em Fortaleza

Créditos: Reprodução Redes Sociais
Advogada da família descarta hipótese de gravidez e polícia investiga morte da estudante sob nova perspectiva
A advogada Patrícia Viana, representante da família da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, descartou a hipótese de que a jovem estivesse grávida no momento de sua morte, ocorrida em Fortaleza, no Ceará.
A possibilidade havia sido levantada pelo irmão da vítima, Rafael Magalhães, mas a defensora esclareceu que o laudo da perícia oficial já afastou essa suspeita.
Isabelle Caracristi foi encontrada morta no dia 13 de setembro em um condomínio de luxo no bairro Aldeota, onde residia com o namorado, João Munhoz Neto, e familiares dele.
O caso ganhou novos contornos após a mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais apontando incoerências no ocorrido, como a ausência de avisos por parte do condomínio e o desaparecimento do namorado.
Diante dos questionamentos, a polícia passou a investigar o caso sob uma nova perspectiva, buscando determinar se houve crime.
A perícia forense indicou que a causa do óbito de Isabelle Caracristi foi politraumatismo, com lesões compatíveis com queda.
O laudo do exame toxicológico deu negativo, comprovando que a estudante não estava sob efeito de álcool, drogas ou medicamentos no momento de sua morte.
Complementos de perícia e novas coletas de DNA foram realizados tanto no apartamento quanto nas áreas comuns do prédio.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que quatro pessoas já foram ouvidas e outros quatro depoimentos estão agendados.
As imagens do sistema de câmeras do condomínio também estão sob análise pelas autoridades.
O namorado de Isabelle Caracristi é aguardado para prestar esclarecimentos, embora ainda não seja considerado suspeito formalmente pelas autoridades.
Ele era esperado na delegacia, mas não compareceu.
Dispositivos eletrônicos da mãe dele foram apreendidos para perícia técnica.
Até o momento, a Secretaria de Segurança e a defesa do jovem não se manifestaram publicamente sobre o caso.