Flávio Dino mantém proibição de propagandas de bets em espaços públicos de MG

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Ministro do STF rejeita pedido para suspender decreto de Minas Gerais que proíbe publicidade de apostas em espaços públicos estaduais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino rejeitou, nesta segunda-feira (21/9), um pedido para suspender o decreto do governo de Minas Gerais que proíbe a publicidade e o patrocínio de empresas de apostas esportivas e jogos on-line, as chamadas bets, em bens públicos estaduais e em eventos promovidos ou apoiados pelo Executivo mineiro. A decisão mantém as restrições impostas pelo governador Mateus Simões (PSD), incluindo o uso de recursos públicos para divulgar essas empresas.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), autora da ação, alegou que o governo mineiro invadiu a competência da União para legislar sobre apostas e extrapolou seus poderes ao estabelecer as restrições por decreto. Flávio Dino, no entanto, rejeitou esses argumentos nesta análise inicial, afirmando que o Estado tem autonomia para administrar seus bens e decidir como utilizar recursos públicos, sem depender de autorização legislativa para cada medida administrativa. A proibição, em vigor desde 20 de agosto, alcança placas, painéis, telões, exposição de marcas, ações promocionais e patrocínios em espaços sob responsabilidade do Executivo, inclusive aqueles concedidos à iniciativa privada.
O decreto também restringe a publicidade de plataformas de conteúdo adulto e serviços sexuais. Na decisão, Flávio Dino citou o endividamento das famílias, os riscos à saúde pública e investigações parlamentares sobre possíveis ligações entre apostas ilegais, fraudes e lavagem de dinheiro. O ministro ressaltou que as empresas podem continuar funcionando dentro da lei, mas não têm direito garantido a patrocínios custeados pelo Estado. O julgamento do mérito da ação ainda não foi marcado.