TSE mantém no ar live de Flávio com carta de Jair Bolsonaro

Live do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na qual o senador lê uma carta escrita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
TSE nega pedido de remoção de live em que Flávio Bolsonaro lê carta de Jair Bolsonaro pedindo apoio à sua candidatura
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, negou nesta quarta-feira (2) o pedido de remoção de uma live de Flávio Bolsonaro (PL) na qual o senador lê uma carta escrita por seu pai, Jair Bolsonaro (PL). A decisão mantém o vídeo disponível no YouTube, onde foi publicado em 11 de julho de 2026.
Na carta, conhecida como "Carta aos Brasileiros", Jair Bolsonaro convoca apoiadores a se engajarem na candidatura do filho e declara que ele seria "a melhor opção" para o país.
A Federação Brasil da Esperança acionou a Justiça Eleitoral, acusando Flávio Bolsonaro de propaganda eleitoral antecipada e pedindo tanto a remoção imediata do vídeo quanto a proibição de publicações semelhantes.
Em sua análise preliminar, Nunes Marques afirmou não encontrar elementos suficientes para caracterizar propaganda antecipada. O ministro estabeleceu que a Justiça Eleitoral deve intervir na pré-campanha apenas em situações específicas, como pedido explícito de voto, uso de meio proibido, conteúdo falso ou gravemente descontextualizado e ataques à honra de adversários.
O ministro reconheceu que a transmissão promove Flávio Bolsonaro e traz conteúdo desfavorável ao presidente Lula (PT). No entanto, avaliou que não houve pedido explícito para que eleitores deixassem de votar no petista, nem indícios de falsidade, descontextualização grave ou ofensa direta.
Durante a live, após a leitura da carta, Flávio Bolsonaro criticou o PT e o governo Lula e apresentou propostas para um eventual mandato. O senador também leu mensagens de espectadores durante a transmissão, entre elas frases como "Flávio Bolsonaro presidente eleito em primeiro turno" e "Outubro é 22, é Flávio Bolsonaro".
A decisão de Nunes Marques ainda será submetida ao plenário do TSE. Flávio Bolsonaro deverá apresentar sua defesa, e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestará na sequência do processo.