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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados, em conversas reservadas, que não aceitou a derrota de Jorge Messias no Senado e que insistirá na indicação do advogado-geral da União para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
A informação foi revelada nos bastidores do governo após a rejeição da candidatura. Segundo relatos, Lula tem dito que atuará pessoalmente nas articulações políticas necessárias para viabilizar a aprovação de Messias, chegando a afirmar que conversará inclusive com senadores de oposição. A data do reenvio da indicação, no entanto, ainda não foi definida.
O presidente avalia que o veto ao chefe da AGU foi um equívoco do Senado, motivado por uma disputa política que vai além do nome escolhido para o tribunal. A leitura de Lula é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atuou diretamente contra Messias durante o processo.
O nome preferido pela cúpula do Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF era o do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Ao optar por um nome de seu círculo mais próximo, Lula desagradou parte da Casa Legislativa, o que contribuiu para o resultado adverso na votação.
No último dia 29, a indicação de Messias foi derrotada com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, um revés significativo para o governo. Apesar do placar desfavorável, Lula demonstra disposição de retomar a batalha pelo nome de seu aliado no tribunal.