
Ilustração do hantavírus - Imagem: Science Photo Libra
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira (12/5) a existência de 11 casos de hantavírus vinculados ao surto identificado no navio de cruzeiro MV Hondius. Três pacientes morreram em decorrência da doença. Apesar do avanço no número de diagnósticos, as autoridades de saúde avaliam que não há indícios de uma propagação mais ampla do vírus. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação permanece sob controle, embora novos casos possam surgir nas próximas semanas. "Não há sinais de que estejamos vendo o início de um surto maior", declarou em coletiva de imprensa.
Caso confirmado na Espanha
A confirmação mais recente partiu da Espanha. Uma passageira retirada do navio desenvolveu sintomas enquanto estava em quarentena em um hospital militar de Madri, e teve o diagnóstico de hantavírus confirmado pelas autoridades de saúde do país. Ela apresentou febre e dificuldade para respirar, mas segue em estado estável. A paciente faz parte de um grupo de 14 espanhóis que desembarcaram do cruzeiro, sendo que os demais ainda não testaram positivo para a doença.
Risco global permanece baixo
A OMS informou que a maioria dos casos confirmados está associada à cepa Andes do hantavírus, uma variante rara com capacidade de transmissão entre pessoas em situações específicas, geralmente mediante contato próximo e prolongado.
A entidade reforçou que o risco global continua baixo, mas recomendou que passageiros que estiveram a bordo do navio permaneçam em observação por um período estendido, em razão do tempo de incubação do vírus.
Na Holanda, 12 profissionais de saúde foram colocados em quarentena preventiva após terem tido contato com fluidos corporais de um paciente infectado sem o uso completo de equipamentos de proteção individual. O hospital Radboud University Medical Center classificou a medida como preventiva e informou que o risco de transmissão é considerado baixo.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores silvestres ou com ambientes contaminados. Em determinados casos, a infecção pode evoluir para quadros respiratórios graves, exigindo acompanhamento médico rigoroso.
As autoridades internacionais seguem monitorando a situação de perto para identificar qualquer sinal de expansão do surto.