
Navio mercante no Estreito de Ormuz
O governo do Reino Unido anunciou o envio de drones para detecção de minas, caças, sistemas antidrone, lanchas não tripuladas e especialistas em desminagem para uma missão liderada pela Europa no Oriente Médio. O objetivo é garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, parcialmente bloqueado desde meados de fevereiro por forças do Irã. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12/5) pelo Ministério da Defesa britânico.
Antes do anúncio, mais de 40 países participaram de uma reunião virtual para discutir a possível operação multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França.
O Estreito de Ormuz é um ponto estratégico para o transporte de petróleo, e seu bloqueio parcial tem gerado impactos diretos no setor energético global, com o barril do tipo brent sendo comercializado acima dos US$ 100.
Segundo o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), o bloqueio de Ormuz é uma retaliação às ações dos Estados Unidos e de Israel, que, de acordo com o grupo, iniciaram o conflito.
A medida impõe pressão crescente sobre o mercado petrolífero internacional e sobre as rotas de navegação comercial que dependem do estreito.
Apesar dos preparativos, ainda não há uma data definida para o início da operação. O Ministério da Defesa britânico informou que a ação militar para desbloquear Ormuz "entrará em operação quando as condições permitirem".
Atualmente, o navio HMS Dragon está a caminho do Oriente Médio como parte dos esforços britânicos na região. No início do conflito, a embarcação havia sido deslocada para o Mediterrâneo após uma base militar britânica no Chipre ser atacada por drones.