
Teste de hantavírus
Um novo caso suspeito de Hantavírus foi identificado nesta sexta-feira (8) na ilha de Tristan da Cunha, no Atlântico Sul, conforme informaram as autoridades de saúde do Reino Unido. O local é considerado o território habitado mais remoto do mundo e foi uma das paradas do cruzeiro MV Hondius. O paciente suspeito é um cidadão britânico, mas a UK Health Security Agency (UKHSA) ainda não divulgou mais detalhes sobre o caso.
Uma comissária de bordo da companhia aérea holandesa KLM, que havia sido internada com sintomas de Hantavírus, testou negativo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela havia tido contato com um dos passageiros do cruzeiro que morreu com diagnóstico confirmado da doença.
Mortes e casos confirmados a bordo
Até o momento, o MV Hondius registrou três mortes associadas ao surto. O primeiro óbito foi de um holandês de 70 anos, que morreu a bordo em 11 de abril por insuficiência respiratória. Sua esposa, de 69 anos, desembarcou em Joanesburgo no dia 24 de abril e faleceu um dia depois, sendo a única entre os passageiros mortos com diagnóstico confirmado de Hantavírus.
O terceiro óbito foi de um alemão, que morreu a bordo do navio no dia 2 de maio. Até agora, cinco passageiros têm diagnóstico positivo para Hantavírus: dois britânicos, um holandês e um suíço. Todos estão em tratamento hospitalar em seus respectivos países, no Reino Unido, na Holanda e na Suíça.
A OMS classificou o risco de propagação para a população em geral como "absolutamente baixo". O porta-voz Christian Lindmeier reforçou que "não se trata de uma nova covid".
O MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades. A operadora de turismo Oceanwide, responsável pela embarcação, informou nesta quinta-feira (7) que não há passageiros com sintomas a bordo. O navio deve atracar em Tenerife, nas Ilhas Canárias, neste domingo (10).