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Passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, começarão a desembarcar a partir deste domingo (10), quando a embarcação chegar às Ilhas Canárias, na Espanha. O navio deve atracar no porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, pela manhã, e voos de repatriação estarão disponíveis no mesmo dia para conduzir os passageiros aos seus países de origem, conforme informou o ministro da Política Territorial da Espanha, Ángel Víctor Torres. Anteriormente, autoridades do Ministério do Interior haviam indicado que a operação teria início apenas na segunda-feira.
O governo dos Estados Unidos anunciou que prepara um voo especial para retirar cidadãos americanos que estão a bordo do MV Hondius. Em nota, o Departamento de Estado afirmou que trabalha para garantir o retorno seguro dos passageiros.
Autoridades espanholas investigam um possível caso de hantavírus no país. Uma mulher da província de Alicante apresentou sintomas compatíveis com a doença após viajar no mesmo avião de um passageiro que morreu na África do Sul depois de ter estado a bordo do MV Hondius. O caso reforça a atenção das autoridades sanitárias sobre os deslocamentos de pessoas que tiveram contato com a embarcação.
Apesar da preocupação internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o risco de disseminação em larga escala é baixo. Segundo Maria Van Kerkhove, chefe do Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, novos casos podem surgir, mas o surto deve permanecer limitado caso as medidas de saúde pública sejam seguidas. "Este não é o início de uma pandemia", afirmou.
O caso ganhou repercussão após a confirmação da morte de três pessoas que estiveram a bordo do navio, que partiu da Argentina em abril. As vítimas fatais são: - Um casal holandês que estava entre os passageiros do cruzeiro; - Uma mulher alemã, cujo óbito também foi associado ao surto de hantavírus. Outros três passageiros doentes desembarcaram em Cabo Verde na quarta-feira, antes de o cruzeiro seguir viagem para as Ilhas Canárias com cerca de 150 pessoas entre passageiros e tripulantes, de 23 nacionalidades. Autoridades sanitárias monitoram os deslocamentos de passageiros que deixaram o navio nos últimos dias para identificar possíveis infectados e rastrear contatos próximos.