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A revista norte-americana "The Economist" publicou uma reportagem classificando como "bombástico" o pedido de R$ 134 milhões feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o veículo, o escândalo pode ameaçar seriamente as pretensões de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
De acordo com o site "The Intercept Brasil", que revelou o caso, dos R$ 134 milhões solicitados, R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos pelo banqueiro. A produtora responsável pelo longa-metragem, batizado de "Dark Horse", e o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista da obra, afirmaram não ter tido acesso aos recursos repassados por Vorcaro. A "The Economist", um dos maiores veículos especializados em economia do mundo, apontou que o episódio já gerou movimentações no campo político. "Partidos de direita imediatamente começaram a falar sobre a possibilidade de lançar um candidato alternativo. Nas casas de apostas, nas quais Flávio era o favorito para vencer a Presidência, ele despencou para o segundo lugar, perdendo por 10 pontos percentuais", publicou o veículo.
O caminho do dinheiro também foi detalhado pela publicação. Por meio da Entre Investimentos, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Além do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro, a revista analisou o cenário político e econômico brasileiro mais amplo. O veículo informou que "o real e o principal índice da bolsa de valores caíram 2%, à medida que crescia a perspectiva de vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda".
A publicação também abordou o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a "The Economist", "Lula elogiou a "química" entre ele e Trump e disse que a relação foi como "amor à primeira vista". Em um telefonema antes da reunião, Trump teria dito a Lula "eu te amo", o que incomoda a família Bolsonaro, que se gaba de ser amiga de Trump".