
A União Europeia deu um passo importante nesta sexta-feira (22) ao avançar com medidas para impor sanções contra "pessoas" ou "entidades" iranianas responsáveis pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. O bloco europeu confirmou a iniciativa em comunicado oficial, reforçando sua posição diante da crise de navegação no Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transitam cerca de 20% dos hidrocarbonetos do mundo, está bloqueado desde o fim de fevereiro pelo Irã. A medida iraniana foi adotada como represália à guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos na região.
"As ações do Irã contra os navios que transitam pelo Estreito de Ormuz são contrárias ao direito internacional", destacou Bruxelas em seu comunicado.
A UE já mantém diversos regimes de sanções em vigor contra o Irã. Com a decisão desta sexta-feira, o bloco optou por ampliar o alcance dessas medidas, passando a incluir "as pessoas e entidades implicadas nas ações do Irã que ameaçam a liberdade de navegação no Oriente Médio".
Entre as sanções previstas estão proibições de entrada e trânsito nos países-membros da União Europeia, além do congelamento de ativos dos indivíduos e organizações listados. Empresas e cidadãos europeus também ficariam impedidos de realizar qualquer tipo de negócio com quem constar nessa lista.
A decisão reflete a preocupação crescente do bloco europeu com a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e com os impactos que o bloqueio pode gerar no abastecimento global de energia.