
José Cruz/Agência Brasil
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) revelou uma deterioração significativa na percepção dos brasileiros sobre a economia. De acordo com o levantamento, mais de 70% dos entrevistados relataram que o preço dos alimentos aumentou e seu poder de compra diminuiu entre março e abril deste ano. A percepção sobre o aumento no preço dos alimentos cresceu consideravelmente, saltando de 58% em março para 72% na pesquisa atual.
Apenas 18% dos entrevistados acreditam que os preços permaneceram estáveis, representando uma queda de 6 pontos percentuais em comparação ao mês anterior. Para 8% dos participantes, houve redução nos custos, uma diminuição de 8 pontos percentuais. Os 2% restantes não souberam responder.
Os resultados apresentam similaridade entre todas as faixas de renda familiar pesquisadas. Famílias com renda de até 2 salários mínimos relataram um aumento de 73% nos preços dos alimentos. O mesmo percentual (73%) foi observado para famílias com renda de até 5 salários mínimos * Para famílias com renda superior a 5 salários mínimos, 72% perceberam aumento nos preços.
Esta percepção está alinhada com os dados oficiais da inflação de março, divulgados pelo IBGE na sexta-feira anterior (10). O índice de preços mostrou que os custos da alimentação subiram 1,56%, com aumentos expressivos em produtos como tomate (20,31%), cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%), leite longa vida (11,74%) e carnes (1,73%).
Simultaneamente, 71% dos entrevistados afirmaram que seu poder de compra atual é menor quando comparado ao mesmo período do ano passado, representando um aumento de 7 pontos percentuais em relação à pesquisa Quaest realizada em março. Para 17% dos participantes, o poder de compra permaneceu inalterado (queda de 4 pontos percentuais), enquanto 11% relataram aumento (redução de 3 pontos percentuais).
Apenas 1% não soube responder. A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.