
© Marcello Casal/Agência Brasil
Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quarta-feira (15) revela que 29% dos brasileiros afirmam ter muitas dívidas. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, também mostra que 43% dos entrevistados têm poucas dívidas, enquanto 28% declaram não possuir nenhuma dívida. A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o estudo está registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.
Quanto à opinião sobre programas governamentais de auxílio a famílias endividadas, 70% dos entrevistados são favoráveis a que o governo federal destine mais recursos para apoiar programas de renegociação de dívidas. Por outro lado, 24% se posicionam contra essa medida, enquanto 6% não souberam ou não quiseram responder.
Um dos programas de destaque nessa área é o Desenrola Brasil, promessa de campanha do presidente Lula em 2022. Sobre a avaliação deste programa específico: * 46% dos entrevistados aprovam a medida (um aumento em relação aos 42% registrados em dezembro).
Os resultados da pesquisa Quaest mostram uma visão predominantemente negativa sobre a situação econômica do país. Metade dos entrevistados (50%) considera que a economia piorou nos últimos 12 meses, um aumento em relação aos índices anteriores que eram de 48% em março e 43% em janeiro e fevereiro. Apenas 21% acreditam que houve melhora (eram 24% na pesquisa anterior), enquanto 27% afirmam que a situação econômica permaneceu igual e 2% não souberam responder.
Quanto à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, 31% dos entrevistados dizem ter sido beneficiados pela medida, enquanto 66% afirmam não ter recebido o benefício e 3% não souberam ou não responderam. Esses percentuais se mantiveram inalterados em relação à pesquisa anterior, realizada em março de 2026.
No que diz respeito às expectativas para o futuro da economia nos próximos 12 meses, o otimismo vem diminuindo desde o início do ano: 40% acreditam que a economia vai melhorar (eram 48% em janeiro, 43% em fevereiro e 41% em março); 32% esperam uma piora (eram 28% em janeiro, 29% em fevereiro e 34% em março); 23% acham que a situação permanecerá igual (eram 21% em março); e 5% não souberam ou não quiseram responder (eram 4% na pesquisa anterior).