
Fiéis na Igreja Batista da Laginha - Foto: Crédito: Reprodução/Facebook Lagoinha Alphaville
A Igreja Batista da Lagoinha emitiu um comunicado oficial após denúncias de crimes sexuais contra dois adolescentes que frequentavam a igreja em Belo Horizonte. O caso envolve um ex-pastor de 37 anos, que foi imediatamente afastado de suas funções após as acusações virem à tona. O escândalo veio a público quando a mãe de um dos menores procurou as autoridades.
Segundo o relato, seu filho de 17 anos mantinha conversas com o pastor há aproximadamente um ano, durante as quais o religioso enviava conteúdo de natureza sexual, incluindo imagens dele próprio nu. Em relação ao segundo adolescente, de 16 anos, as acusações são ainda mais graves: o ex-pastor teria realizado contato físico impróprio e até mesmo praticado sexo oral com o jovem.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está conduzindo as investigações sobre o caso. De acordo com o comunicado da Igreja Batista da Lagoinha, a instituição tomou conhecimento das denúncias na noite de terça-feira (27), por volta das 20h. Na manhã seguinte, às 7h, a liderança da igreja convocou as famílias e as supostas vítimas para uma reunião presencial.
A igreja afirma que orientou os envolvidos a procurarem imediatamente as autoridades competentes e ofereceu apoio pastoral, psicológico e jurídico às famílias. O ex-pastor foi ouvido no mesmo dia em que as denúncias foram formalizadas. Embora tenha negado as acusações, ele foi afastado imediatamente de todas as suas funções na igreja.
Além disso, foi proibido de frequentar a unidade Lagoinha São Geraldo, na Região Leste de Belo Horizonte, e de manter qualquer tipo de contato com as vítimas. Um novo pastor já assumiu a liderança da unidade.
A Igreja Batista da Lagoinha destacou em sua nota que "adota, em todas as suas unidades, uma Política de Proteção à Criança e ao Adolescente, aplicada por meio de treinamentos obrigatórios a líderes e voluntários, com diretrizes como atuação em equipe, restrição a interações inadequadas, acompanhamento de atividades, verificação de antecedentes e encaminhamento formal de ocorrências às autoridades".
A instituição religiosa enfatizou que repudia "de forma absoluta" qualquer prática que atente contra a dignidade e a integridade de crianças e adolescentes. "Como igreja de Cristo, não toleramos nem relativizamos tais condutas. Oramos para que a verdade venha à luz e confiamos na responsabilização dos envolvidos, reafirmando nosso compromisso de proteger e cuidar de toda a comunidade", concluiu o comunicado.