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O mosquito Aedes aegypti continua representando uma séria ameaça para a saúde pública em Minas Gerais.
De acordo com o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), pelo menos 606 municípios mineiros estão em situação de alerta ou de risco por causa de dengue, chikungunya e zika, o que corresponde a 71% do total de municípios do estado.
O estudo, que considera a presença de larvas do mosquito transmissor das arboviroses, indica um "cenário dentro do esperado" para o período sazonal, que vai de outubro a maio, segundo a SES-MG.
Dos 853 municípios mineiros, 819 participaram do levantamento realizado entre janeiro e março, com os seguintes resultados:
* 213 municípios apresentaram índice satisfatório (Índice de Infestação Predial menor ou igual a 0,99%), demonstrando controle adequado da proliferação do Aedes aegypti
* 422 municípios ficaram em situação de alerta (índice entre 1% e 3,9%), indicando necessidade de intensificação das ações de combate ao mosquito
* 184 municípios foram classificados em situação de risco, com índice igual ou superior a 3,9%, exigindo medidas urgentes de controle
O LIRAa é realizado quatro vezes ao ano por meio de amostragem.
Equipes de saúde visitam casas sorteadas em diferentes regiões das cidades, procuram água parada e coletam larvas do mosquito para calcular o índice de infestação.
De acordo com o levantamento, os principais criadouros do Aedes aegypti estão dentro ou ao redor das residências, incluindo caixas d"água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos.
Estes locais são ideais para a reprodução do mosquito, que necessita de água parada para completar seu ciclo de vida.
O Ministério da Saúde recomenda diversas medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, como garantir que caixas d"água e outros reservatórios estejam devidamente tampados, limpar calhas regularmente, guardar garrafas com a boca virada para baixo e fazer limpeza periódica em ralos e canaletas.
Também é importante lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova, usar areia nos pratos de vasos de plantas e manter piscinas limpas.
Segundo os dados mais recentes da SES-MG, atualizados em 14 de maio, Minas Gerais registrou 45.091 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 15.887 foram confirmados.
Dez mortes pela doença foram confirmadas no estado, e outros 26 óbitos estão em investigação.
Em relação à chikungunya, foram confirmados 3.899 casos e um óbito.
O estado também registrou seis casos confirmados de Zika em 2026, todas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
A situação reforça a necessidade de ações contínuas de combate ao mosquito Aedes aegypti, especialmente durante o período sazonal, quando as condições climáticas favorecem sua proliferação.
A participação da população é fundamental para o controle efetivo do vetor e a prevenção das arboviroses em Minas Gerais.