
Líbano registra 492 mortes após ataque israelense - Foto: Reprodução
Representantes de Israel e Líbano concordaram em se reunir novamente após a primeira rodada de negociações diretas em décadas, realizada nessa terça-feira (14) no Departamento de Estado dos EUA, em Washington.
Este encontro marca um momento diplomático histórico em meio à crise no Oriente Médio, ocorrendo apenas uma semana após o estabelecimento de um frágil cessar-fogo entre os EUA, Israel e Irã.
Enquanto as negociações aconteciam, as forças israelenses intensificaram a guerra contra o Hezbollah, organização islâmica xiita, paramilitar e política baseada no Líbano.
O Irã afirma que a campanha de Israel contra a organização deve ser incluída em qualquer acordo para encerrar o conflito, o que tem dificultado as tratativas entre os países.
O vice-presidente estadunidense, JD Vance, deve liderar uma possível segunda rodada de negociações com autoridades iranianas, caso as conversas avancem para um novo encontro antes do fim do cessar-fogo na próxima semana, conforme informaram fontes à CNN.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as negociações poderiam ser retomadas nos próximos dois dias no Paquistão, país que tem atuado como mediador do processo.
O principal diplomata dos Estados Unidos e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, compareceu ao início da reunião nessa terça-feira, o que pode indicar o interesse do governo Trump em continuar participando ativamente das negociações para buscar uma solução diplomática para o conflito.
A retomada das negociações entre Israel e Líbano representa uma oportunidade significativa para reduzir as tensões na região, embora os desafios permaneçam consideráveis, especialmente considerando a complexidade dos interesses envolvidos e a fragilidade do atual cessar-fogo.