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O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá passar por uma cirurgia no ombro direito no final deste mês em um hospital particular de Brasília, conforme laudo médico enviado por sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, assinado pelo médico Brasil Caiado, descreve que o paciente está sofrendo com "dor intensa" e limitação funcional significativa, o que levou à recomendação do procedimento cirúrgico.
De acordo com o laudo médico apresentado ao STF, Bolsonaro enfrenta uma série de complicações em seu quadro de saúde. O documento diz que o paciente apresenta "dor intensa em ombro, associada à limitação funcional importante, com amplitude de movimento reduzida, especialmente na abdução, limitada a aproximadamente 90 graus, além de dificuldade na realização de movimentos de flexão e abdução do membro superior".
Atualmente, Bolsonaro "se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido, o que, no momento, restringe a progressão para intervenções fisioterapêuticas mais ativas". * Nos últimos dias, o ex-presidente foi submetido a sessões de fisioterapia pré-operatória como parte da preparação para o procedimento cirúrgico.
A equipe médica que acompanha Bolsonaro suspeita que o problema no ombro possa estar relacionado a uma queda sofrida pelo ex-presidente durante o período em que esteve preso, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada definitivamente. As queixas relacionadas ao ombro já vinham sendo relatadas de forma discreta e intermitente antes de sua última internação hospitalar em março.
Vale lembrar que Bolsonaro esteve internado entre os dias 13 e 27 de março deste ano, tratando um quadro de pneumonia grave. Durante essa internação, ele foi avaliado por um especialista em ombro e cotovelo e realizou exames de imagem, incluindo ressonância magnética, que confirmaram a necessidade do tratamento cirúrgico. Segundo os médicos que o acompanharam, houve melhora progressiva do quadro respiratório ao longo da semana, especialmente após a introdução de um terceiro antibiótico, combinado com fisioterapia respiratória.
Após reiterados pedidos da defesa em razão do quadro de saúde do ex-presidente, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou sua prisão domiciliar temporária por um período de 90 dias. Esta medida, no entanto, impõe diversas restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de comunicação externa e limitação de visitas. A defesa de Bolsonaro também solicitou ao Supremo Tribunal Federal que o irmão de Michelle Bolsonaro seja incluído como cuidador durante o período de prisão domiciliar do ex-presidente.
O procedimento cirúrgico está programado para ocorrer no final deste mês em um hospital particular da capital federal, onde Bolsonaro deverá receber os cuidados necessários para tratar o problema no ombro direito que tem lhe causado dores intensas e limitações nos movimentos.