
Repórter da Band Minas, a jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos - Foto: Reprodução/Redes Sociais
A jornalista Alice Ribeiro, repórter da Band Minas de 35 anos, faleceu na quinta-feira (16) após sofrer um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Grande BH. O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira (15), quando o carro de reportagem em que ela estava colidiu frontalmente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu no local. Alice foi encaminhada em estado grave para o Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde teve morte encefálica confirmada na noite de quinta-feira. A família autorizou a doação de órgãos.
O corpo da repórter será velado e sepultado na manhã deste sábado (18), no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, em cerimônia restrita aos familiares e amigos. Alice Ribeiro era natural de Belo Horizonte e atuava como repórter da Band Minas desde 2021. Formada em jornalismo em 2015, ela construiu uma carreira sólida na área de comunicação, passando por diversas emissoras antes de ingressar na Band.
Durante sua trajetória profissional, Alice estagiou na TV Globo Minas, na TV Alterosa (afiliada do SBT) e RecordTV Minas. Após concluir sua graduação, a jornalista trabalhou em produtoras independentes e atuou como repórter na TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e na Rede Bahia, afiliada da TV Globo. Em 2021, ingressou na Band, onde trabalhou inicialmente em Brasília e, desde agosto de 2024, atuava em Belo Horizonte. Alice deixa marido e um filho com menos de um ano de idade. Rodrigo Lapa, o cinegrafista que também faleceu no acidente, era natural de Porto Alegre (RS) e tinha 49 anos. Ele deixou esposa e dois filhos. Seu corpo foi sepultado na quinta-feira (16) no Cemitério do Bonfim.
Rodrigo tinha uma trajetória de idas e vindas na Band Minas entre 2022 e 2024, retornando à emissora em dezembro de 2025. Ele participou de coberturas importantes como o carnaval de BH e a tragédia das chuvas na Zona da Mata. Além de seu trabalho como repórter cinematográfico, Rodrigo era palhaço de formação e dedicava parte de seu tempo levando arte circense a crianças hospitalizadas, demonstrando seu compromisso não apenas com o jornalismo, mas também com causas sociais. A morte de Alice Ribeiro e Rodrigo Lapa representa uma grande perda para o jornalismo mineiro e para a Band. A emissora e colegas de profissão lamentaram profundamente o ocorrido, destacando o profissionalismo e dedicação de ambos à comunicação.