
Repórter da Band Minas, a jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Familiares e amigos da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, realizarão o velório e sepultamento da jornalista neste sábado (18/4) em Belo Horizonte. A profissional da Band Minas faleceu após sofrer um grave acidente na BR-381, no distrito de Ravena, em Sabará, na região metropolitana da capital mineira. Alice teve sua morte encefálica confirmada na noite de quinta-feira (16/4), após permanecer internada em estado grave no Hospital João XXIII.
Entre uma pauta e outra, Alice Ribeiro era frequentemente vista com um sorriso doce estampado no rosto ou com a mão estendida para ajudar colegas de profissão. Sua trajetória, marcada pelo brilho na tela, foi interrompida precocemente.
Movida pela paixão pelo jornalismo, Alice atuava na Band Minas desde agosto de 2024, após transferência da Band Brasília, onde trabalhava como repórter e apresentadora.
Em seu perfil no LinkedIn, ela compartilhou a realização de um sonho antigo ao ingressar no curso de Jornalismo da PUC Minas em 2010, concluído em 2015, motivada pelo desejo de transformar realidades por meio da informação.
Ao longo de sua carreira, Alice construiu uma trajetória diversificada, com atuação em televisão e rádio, além de experiência em produção, edição e apresentação.
Os primeiros passos na profissão foram dados em estágios em grandes emissoras, como SBT, TV Globo e Record Minas.
Posteriormente, passou por veículos como a Record TV e a Rede Bahia, até se mudar para Brasília em 2020, quando iniciou sua trajetória no Grupo Bandeirantes de Comunicação, permanecendo até seu retorno a Belo Horizonte em 2024.
Atualmente, Alice Ribeiro dividia-se entre o trabalho como jornalista e uma de suas "versões preferidas": a de ser mãe de um bebê de 9 meses.
Segundo comunicado da emissora, ela vivia a alegria de planejar a festa de um ano do filho, Pedro — que carinhosamente chamava de "astronauta".
O apelido surgiu após o pequeno precisar usar um capacete para auxiliar na formação do crânio.
Alice também demonstrava, sem reservas, o carinho pelo marido, o policial rodoviário federal João.
Em uma das últimas folgas, de acordo com a Band, esteve em Salvador com a família dele e voltou animada, compartilhando registros e momentos da viagem.
No exercício da profissão, Alice se destacava pela atenção a pautas especiais, sobretudo relacionadas ao autismo — tema que conhecia de perto por causa do irmão, Bê, citado por ela com frequência e sempre com orgulho.
Em nota, a Band destacou a presença marcante da jornalista no dia a dia da redação.
"Alice era o coração das nossas manhãs; mesmo em seus dias de mau humor, conseguia arrancar risos da equipe ao reclamar, com seu jeito único, do trânsito infernal, do calor ou da chuva", afirmou a emissora.
A empresa também ressaltou o impacto da perda entre os colegas.
"Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece", escreveu.
A emissora ainda informou que, apesar da inviabilidade clínica para a doação do coração, a decisão da família em autorizar a doação de órgãos reforça o espírito solidário que marcava a trajetória da jornalista Alice Ribeiro.
A despedida deste sábado marca o encerramento da trajetória física de uma profissional que deixou sua marca no jornalismo mineiro e brasileiro, sendo lembrada não apenas por seu trabalho, mas também pelo carinho e dedicação que demonstrava em todas as esferas de sua vida.