Trump afirma que ataques ao Irã estão próximos do fim
Israel insiste em manter ofensiva
Presidente dos EUA declara que “praticamente não resta nada para atacar” no Irã, enquanto Israel insiste em manter ofensiva sem limite de tempo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações significativas sobre o atual conflito com o Irã, sugerindo que as operações militares estão próximas do fim. Em entrevista ao site de notícias Axios nesta quarta-feira (11), Trump afirmou que “praticamente não resta nada para atacar” no território iraniano.
Em um momento de aparente confiança, Trump declarou ter total controle sobre a situação, afirmando que “assim que eu quiser que isso pare, vai parar”. Estas declarações contrastam com o posicionamento de Israel, aliado crucial dos EUA no conflito, cujo ministro de Defesa, Israel Katz, insiste que as operações continuarão “sem limite de tempo, até que alcancemos todos os objetivos”.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, teve como um de seus momentos mais críticos o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no primeiro dia das hostilidades. Em resposta, Teerã realizou bombardeios contra bases militares americanas em diversos países.
A tensão escalou ainda mais com um pronunciamento do comandante da Guarda Revolucionária do Irã através da televisão estatal. Ele advertiu que os Estados Unidos e Israel deveriam “considerar a possibilidade de que se vejam enolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial e fará com que todas as suas capacidades militares se desgastem até o ponto da destruição”.
A Guarda Revolucionária do Irã também reportou ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, incluindo um navio com bandeira da Libéria e um cargueiro tailandês. O estreito, considerado o principal gargalo logístico energético mundial, é responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% do consumo global de petróleo, com cerca de 20 milhões de barris circulando diariamente por suas águas.



