Houthis forçam saída de americanos da Arábia Saudita

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EUA ordenam retirada de funcionários não essenciais da Arábia Saudita após ataques dos Houthis a aeroportos e infraestruturas críticas
Os Estados Unidos ordenaram que funcionários públicos não essenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita a partir de 23 de outubro, em razão de riscos à segurança. A medida foi anunciada pela embaixada americana em Riad, que citou ataques dos Houthis a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas como justificativa para a decisão. Segundo a embaixada, os funcionários do governo dos EUA precisam de autorização especial para utilizar os aeroportos sauditas, após uma série de ataques recentes com mísseis e drones.
A nota ainda alertou cidadãos norte-americanos sobre a possibilidade de novos ataques, fechamentos do espaço aéreo, cancelamentos de voos e outras interrupções nas viagens. Os combates entre os Houthis do Iêmen, grupo alinhado ao Irã, e a coalizão liderada pela Arábia Saudita em apoio ao governo iemenita se intensificaram nas últimas semanas. Esse cenário abriu uma nova e instável frente no conflito mais amplo envolvendo os EUA e Israel contra o Irã, elevando o nível de tensão na região. A escalada das ações dos Houthis tem preocupado autoridades americanas, que passaram a monitorar de perto os riscos para seus cidadãos e servidores presentes no território saudita. A ordem de saída para funcionários não essenciais reflete a avaliação de que a situação de segurança na Arábia Saudita permanece volátil e imprevisível diante dos ataques contínuos do grupo iemenita.



