Ré e vizinho responderão por homicídio qualificado

Justiça aceita denúncia contra médica acusada de mandar matar farmacêutica em Uberlândia
A 5ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia aceitou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais contra a médica Claudia Soares Alves, acusada de ordenar o assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani e sequestrar sua filha em 2020. A decisão, proferida pelo juiz Dimas Borges de Paula em 29 de janeiro, também tornou réu Paulo Roberto Gomes da Silva, vizinho envolvido no crime.
O juiz manteve a prisão preventiva dos acusados, que estão detidos desde 5 de novembro de 2025, rejeitando a possibilidade de medidas alternativas. A decisão baseou-se na necessidade de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal.
* Claudia Soares Alves e Paulo Roberto Gomes da Silva responderão por homicídio qualificado
* Paulo Roberto também enfrentará acusação adicional por adulteração de sinal identificador de veículo
* Ambos os réus serão submetidos ao Tribunal do Júri
* Os acusados têm 10 dias para apresentar resposta escrita à acusação
A manutenção da prisão preventiva foi fundamentada na gravidade do crime, nas provas materiais existentes e nos indícios suficientes de autoria. A ausência de comprovação de residência fixa e ocupação lícita também pesou na decisão judicial.
Claudia Soares Alves possui antecedentes criminais relevantes. Em 2024, foi indiciada por sequestrar um recém-nascido em uma maternidade em Uberlândia. Na ocasião, ela se disfarçou de pediatra e tentou registrar ilegalmente a criança como sua filha, usando documentos falsos. Por esses crimes, foi indiciada por falsidade ideológica e tráfico de pessoas, permanecendo em liberdade desde março de 2025.
Segundo as investigações, a médica demonstrava comportamento obsessivo em relação à maternidade e ausência de remorso por seus atos. O caso atual representa uma escalada em sua conduta criminal, culminando com o homicídio da farmacêutica.
O processo seguirá para a fase de instrução após a apresentação da defesa dos réus, com possibilidade de manifestação do Ministério Público em caso de novos documentos ou questões preliminares.